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Produtores de milho de 9 estados e do DF já podem vender para estoques reguladores da Conab

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Produtores de milho nos estados do Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal agora têm a oportunidade de comercializar seu milho para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como parte de uma iniciativa governamental para formar estoques públicos. Essas operações estão sendo conduzidas por meio do mecanismo conhecido como Aquisição do Governo Federal (AGF), que está previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Edegar Pretto, diretor-presidente da Conab, enfatizou a importância dessa ação, afirmando: “A Conab está monitorando de perto as flutuações do mercado em todo o Brasil, e quando o preço pago ao produtor fica abaixo do Preço Mínimo estabelecido, o Governo pode intervir comprando o milho para garantir uma renda justa aos produtores. É exatamente o que estamos fazendo agora com o milho, e esses estados recém-incluídos se juntam à iniciativa.”

Além dos estados mencionados, produtores de Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Tocantins também estão autorizados a vender seu milho para o governo, desde que o produto atenda aos padrões estabelecidos pela Conab.

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Os limites de venda por produtor variam de acordo com o estado. Em Mato Grosso, por exemplo, cada agricultor pode vender até 30 mil sacas para a estatal, enquanto em Mato Grosso do Sul e Goiás, o limite é de 10 mil sacas. Nos demais estados, a aquisição está limitada a cerca de 3,3 mil sacas, de acordo com o Manual de Operação da Conab.

O milho adquirido poderá ser armazenado em armazéns próprios da Conab ou em unidades armazenadoras credenciadas pela estatal. No Maranhão, o milho poderá ser armazenado na unidade armazenadora da Companhia em Imperatriz. No Distrito Federal, na unidade armazenadora de Brasília, que, nesse contexto, atende a produtores do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

Para participar do programa de venda de milho à Conab, os interessados devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a superintendência regional da Conab em seu estado para obter orientações sobre o preenchimento dos formulários necessários para a operação, bem como a apresentação dos documentos adicionais solicitados.

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Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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