CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Genética garante o sucesso da pecuária de alto desempenho

Publicados

AGRONEGÓCIO

O melhoramento genético do gado desempenha um papel crucial na modernização da pecuária, permitindo selecionar e reproduzir animais com características desejáveis. Através da manipulação genética, os produtores têm a oportunidade de aprimorar o desempenho dos rebanhos, obtendo animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao ambiente em que são criados.

Essa técnica utiliza conhecimentos de genética e seleção para melhorar características essenciais dos animais, como ganho de peso mais rápido, qualidade da carne e eficiência alimentar. A seleção criteriosa dos reprodutores com base no desempenho e em informações genéticas possibilita aprimorar o rebanho de forma mais eficiente.

O aprimoramento genético não só aumenta a produtividade dos animais, seja em termos de leite, carne ou outros produtos, como também proporciona vantagens ambientais. Animais geneticamente superiores tendem a utilizar de forma mais eficiente os recursos disponíveis, o que resulta em menor quantidade de gases de efeito estufa emitidos e contribui para um manejo mais sustentável.

Além disso, a seleção genética permite que sejam desenvolvidos animais adaptados a condições ambientais específicas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da produção em diferentes regiões.

Leia Também:  Com a alta nos preços, surge o café fake

A qualidade dos produtos também é beneficiada pelo melhoramento genético, permitindo aprimorar aspectos como o acabamento de carcaça, atendendo às demandas dos consumidores por alimentos de melhor qualidade e nutrição.

A pesquisa e a adoção de técnicas sustentáveis na pecuária são essenciais. A genotipagem precoce dos animais fornece dados valiosos para pesquisas em parceria com universidades e instituições como a Embrapa, buscando identificar fatores que contribuam para maior produtividade e eficiência na produção.

A busca por produzir de forma sustentável na pecuária é crucial não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para reduzir custos. A harmonia com a natureza traz benefícios econômicos, utilizando suas forças a favor da produtividade e do sucesso na atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

Publicados

em

A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

Leia Também:  Com 87% do agronegócio formado por pequenos, Minas se destaca na diversificação

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Leia Também:  Ipea refaz as contas, prevê crescimento de 16,7% em 2023 e retração de 3,2% em 2024

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA