AGRONEGÓCIO
Brasil se torna o primeiro país do mundo a exportar frango para Israel
AGRONEGÓCIO
O Brasil conquistou um mercado histórico para exportação de carne de frango, ao se tornar o primeiro país do mundo a fornecer esse produto para Israel.
Essa conquista, que ressalta a credibilidade e a confiança no agronegócio brasileiro, foi anunciada oficialmente durante uma coletiva de imprensa em Brasília.
Israel, conhecido por ser um dos maiores consumidores per capita de carne de frango do mundo, demonstrou um interesse crescente em cortes de maior valor agregado, como o peito de frango e o popular “shawarma”, que é uma carne grelhada tradicionalmente servida em sanduíches.
O acordo de exportação agora permite que o Brasil atenda a essa demanda específica, aumentando as oportunidades de negócios e fortalecendo ainda mais os laços comerciais entre os dois países.
O sistema brasileiro de defesa agropecuária também desempenhou um papel crucial nesse marco histórico, pois garante que os produtos atendam aos mais altos padrões de segurança alimentar.
Esse reconhecimento da competência brasileira na produção e exportação de carne de frango fortalece ainda mais a posição do Brasil como um grande jogador no mercado global de alimentos.
Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária estão em Israel, onde mantiveram, ao longo da semana, reuniões com autoridades sanitárias locais e realizaram visitas a estabelecimentos produtivos para coletar informações sobre o processo de produção “kosher” (adequado aos preceitos do judaísmo), ao qual as empresas exportadoras para Israel deverão aderir.
O abate e o processamento “kosher” não afetam a inocuidade dos produtos nem o cumprimento de preceitos de bem-estar animal.
A abertura do mercado israelense é resultado da estreita coordenação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o setor privado nacional.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034
A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.
Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.
“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.
Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso. A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.
Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.
“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.
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