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Governador: “Estamos proporcionando aos alunos da escola pública aquilo que só os filhos dos ricos tinham acesso”

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O governador Mauro Mendes afirmou que o programa MT no Mundo, que selecionou 100 alunos da rede estadual para intercâmbio na Inglaterra, está proporcionando “aos alunos da escola pública aquilo que só os filhos das classes mais altas e dos ricos tinham acesso”.

Mauro acompanhou o embarque de parte dos estudantes na manhã desta sexta-feira (25.08), no Aeroporto Marechal Rondon, acompanhado dos secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e Alan Porto (Educação). A outra leva de estudantes embarca neste sábado (26.08).

“O que estamos fazendo é proporcionando aos alunos da escola pública aquilo que uma boa parte dos alunos da escola privada, dos filhos daqueles pais que podem pagar, das classes altas e dos ricos tinham acesso. São 100 alunos da rede pública que estão realizando esse sonho”, destacou, ao lembrar que a primeira-dama Virginia Mendes é embaixadora do programa.

O programa de intercâmbio MT no Mundo faz parte da estratégia do Governo de Mato Grosso para colocar a educação pública do estado entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2032.

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Os estudantes de toda a rede estadual com as melhores notas gerais e de inglês foram selecionados de 88 escolas, de 53 municípios, conforme os critérios previstos no edital.

Mauro garantiu que até o final da sua gestão, o programa estará em vigor todo ano, garantindo 100 vagas para alunos da rede estadual fazerem intercâmbio no exterior.

“Todos os anos aqueles que estudarem, se empenharem bastante, vão ter a oportunidade de fazer esse intercâmbio na Inglaterra ou em outro país do mundo para conhecer outras culturas e, acima de tudo, para treinar o seu inglês, que é a língua que está se tornando cada vez mais universal”, registrou

O intercâmbio

Acompanhado de monitores e uma psicóloga, o grupo ficará 21 dias na Inglaterra, onde não só aprimorarão sua proficiência por meio do curso de inglês geral durante 30 horas por semana, mas também vivenciarão um rico crescimento cultural e pessoal.

Divididos em sete grupos, eles terão como destino as cidades de Brighton, Bournemouth, Liverpool, Worthing, Eastbourne e Cambridge.

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O programa cobre todos os custos de passagem, seguro saúde, curso de inglês, 3 refeições diárias, acomodação em casa de família, vale transporte, 1 saída cultural por semana, city tour, traslado, £200 por semana e chip de celular.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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