MATO GROSSO
Reeducandos da Cadeia Pública de Barra do Garças vão trabalhar na reforma da Associação de Cegos
MATO GROSSO
O trabalho dos reeducandos é recompensado com salário e redução de pena, além da reinserção social, conforme o diretor da Cadeia Pública de Barra do Garças, Maicon Oliveira. Ele ressalta a importância da iniciativa, tanto para os presos quanto para as pessoas com deficiência visual que serão beneficiadas com a reforma.
“Isso ocorre com o apoio da Saap, que trabalha duro em cima da reinserção social a partir da mão de obra do reeducando, o que é importante para os presos. Assim, a Cadeia Pública também está fazendo o bem junto a sociedade ”, afirma o diretor.
A obra terá foco em ambientes como cozinha e banheiros, mas visa promover melhorias em toda a casa. A presidente da Associação Barra-Garcense dos Cegos, Sebastiana Oliveira, ressalta que a reforma vai melhorar a acessibilidade do local e garantir mais segurança a quem passa pela associação.
Orçada em R$ 62 mil, a reforma será custeada por meio de parcerias. A Polícia Penal fará a doação de R$ 20 mil, com dinheiro arrecadado na ‘Cãominhada & Cãorrida’ realizada em parceria com empresas do ramo animal da cidade. O Poder Judiciário também doará R$ 20 mil, e o restante do valor, R$ 22 mil, será custeado pela Câmara Municipal, a partir dos vereadores Zé Gota, Secreta Bike e Pedro Filho.
Além desse projeto, a Cadeia Pública da cidade já realizou outras ações como essa. No mês de março, a Sesp colaborou com mão de obra para o projeto ‘Reconstruir: Minha Casa, Meu Lar, Meu Porto Seguro’, que restaurou casas de pessoas com dificuldades motoras e idosas, na cidade de Pontal do Araguaia.
(Sob supervisão de Fabiana Mendes)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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