POLÍCIA
Três adolescentes são apreendidos após explodirem bombinha em escola de Cuiabá
POLÍCIA
Uma equipe do 3º Batalhão da Polícia Militar foi chamada hoje pela manhã para verificar uma situação de possível arma de fogo na Escola Estadual Leovegildo de Melo. No momento em que os policiais conversavam com a direção da escola, houve um barulho de explosão. Ao analisar as imagens do corredor onde ocorreram os fatos, pelas câmeras de segurança da escola, foi possível identificar os adolescentes que causaram a explosão.
Os três estudantes, de 15, 16 e 17 anos, foram conduzidos à Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) de Cuiabá, com acompanhamento da coordenação da escola. As famílias dos adolescentes foram comunicadas e chamadas à delegacia.
Os três foram autuados em flagrante pela delegada Judá Marcondes, por atos infracionais análogos aos delitos de associação criminosa, ameaça, dano ao patrimônio e por praticar ato capaz de produzir pânico ou tumulto.
A Polícia Civil requisitou perícia na escola para analisar o dano e o tipo de material usado pelos adolescentes. Ao que tudo indica, inicialmente, se trata de uma bombinha de festa junina.
A Polícia Civil tem atuado de imediato para reprimir as condutas criminosas e pessoas podem ser presas ou apreendidas em qualquer momento. As ações investigativas são executadas com foco na repressão às divulgações de ameaças em redes sociais envolvendo unidades escolares de Mato Grosso, lembrando que a internet não é terra sem lei e quem age desta forma será identificado e devidamente responsabilizado.
“Todas as pessoas, sejam elas maiores ou menores de idade, que incidirem em atos semelhantes, serão devidamente autuadas e responsabilizadas”, enfatizou a delegada titular da DEA de Cuiabá.
Operação Escola Segura
A Polícia Civil de Mato Grosso se reuniu com integrantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) para discutir as ações da Operação Escola Segura, que envolve atuação integrada de diversos ministérios do Governo Federal, como Segurança Pública e Educação, em todo o País.
Um dos pontos de destaque da reunião foi a necessidade de ampliação do diálogo com as plataformas responsáveis pelas redes sociais em atuação no Brasil. De acordo com os delegados presentes, a cooperação é fundamental para prevenir e reagir aos casos de violência nas escolas, bem como para identificar pessoas que incentivem ataques.
Outro ponto debatido entre a Senasp e delegados dos estados que atuam na repressão a crimes informáticos foi a de que não haja a divulgação na imprensa em relação a autores, imagens, vídeos ou símbolos que os identifiquem. A medida previne o chamado “efeito contágio”, que pode desencadear outros ataques ou eventos semelhantes em um curto período e em uma área geográfica próxima.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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