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Campanha leva orientações sobre trânsito seguro para mais de seis mil pais e alunos em Cuiabá e VG

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Mais de seis mil pais e alunos receberam orientações sobre importância de atitudes conscientes para um trânsito seguro nesta semana em Cuiabá e Várzea Grande. Durante cinco dias, as equipes da Coordenadoria de Ações Educativas do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) visitaram unidades escolares das duas cidades com ações educativas da campanha “Volta às Aulas 2023 – No Trânsito, Escolha a Vida!”. 

As abordagens aconteceram em frente às unidades escolares com objetivo de sensibilizar as pessoas sobre atitudes corretas para um trânsito mais seguro.

“Foi uma semana muito produtiva. Percebemos que precisamos intensificar as abordagens para orientação dos condutores, especialmente os motociclistas, sobre os cuidados no trânsito. Também foi importante fomentar orientações com os alunos no momento de embarque e desembarque dos veículos, reforçar o uso do cinto de segurança e dos equipamentos de contenção de segurança das crianças, como a cadeirinha e o assento de elevação. A intenção é orientar para que todos façam a utilização das vias conforme as normas de circulação de trânsito vigente”, avaliou a coordenadora de Ações Educativas de Trânsito do Detran-MT, Gresiella Almeida. 

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A diretora Valdenice Ramos dos Santos, do Centro Educacional Ayrton Senna, em Várzea Grande, agradeceu o trabalho educativo e enalteceu a importância da ação. “A ação faz com que os pais entendam que a segurança no trânsito é importante. Agradeço pela ação em nossa escola e esperamos mais palestras educativas nas escolas para tratarmos sobre o trânsito”, falou.

Foram repassadas informações como a importância da travessia na faixa de pedestre, os cuidados e atenção ao tráfego de veículos nas proximidades das escolas, a forma correta de transportar crianças nos veículos com o uso de equipamento adequado de contenção de segurança, transporte seguro em motocicleta com uso do capacete e idade mínima de 10 anos, não dirigir falando ao celular, não estacionar em local proibido e fazer o desembarque correto das crianças nas proximidades das escolas.

A Campanha “Volta às Aulas 2023 – No Trânsito, Escolha a Vida!” contou com apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar para as ações em Cuiabá e Várzea Grande. No interior do estado, onde também foram realizadas ações orientativas, a campanha teve o apoio das Ciretrans.

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Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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