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Grêmio vence Juventude e segue invicto no Gauchão

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A noite de quinta-feira foi de Grêmio em campo, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, para o duelo diante do Juventude, pela 6ª rodada do Campeonato Gaúcho. Mesmo com algumas mudanças na equipe, o Tricolor garantiu a invencibilidade e superou os donos da casa pelo placar de 3 a 2, com gols assinalados por Bitello, Reinaldo e Bruno Alves, todos na primeira etapa. Com o resultado, o time de Renato Portaluppi segue invicto no Estadual, com 100% de aproveitamento – 18 pontos conquistados em seis partidas.

O primeiro tempo foi de superioridade tricolor, mesmo com maior posse de bola adversária. Os gremistas iniciaram muito bem a partida, tanto que logo aos 3 minutos foram efetivos e abriram a contagem, quando Bitello ganhou da marcação na ponta direita e acionou Pepê na entrada da área, que chutou – a bola desviou nos pés de Bitello e morreu no canto direita da meta adversária.

Não demorou para nascer o segundo gol, quase que de imediato, no ataque seguinte. Desta vez, após erro adversário, a bola sobrou para Reinaldo na esquerda, que chutou cruzado, mandando para o fundo das redes e ampliando o marcador, com 10’ jogados.

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Nove minutos depois, o Grêmio criou uma ótima oportunidade, com Bitello roubando a bola na intermediária de ataque – o meia avançou e cruzou para Cristaldo, que ainda tentou chegar de carrinho, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo – Por detalhe não saiu o terceiro gol.

O Juventude tentou reagir com Mancada, que fez uma jogada individual, invadiu a área e finalizou, mas Brenno defendeu com tranquilidade, aos 24’. Rodrigo Rodrigues também arriscou, quando recebeu passe, girou e chutou, para outra defesa do goleiro gremista.

Nos acréscimos da etapa inicial, aos 47’, o Grêmio teve uma chance e aproveitou. Após cobrança de falta ensaiada, Luís Suáres recebeu na área e finalizou – a bola bateu na marcação e Bruno Alves chegou para completar para as redes, assinalando o terceiro.

A etapa complementar foi de maiores chances adversárias. O técnico Renato Portaluppi promoveu duas mudanças na equipe, com Bitello e Fábio dando seus lugares a Galdino e Thaciano. Aos 10 minutos, o time da serra conseguiu descontar, com Rodrigo Rodrigues, que chutou na saída do goleiro gremista e marcou para os donos da casa. O atacante também levou perigo mais adiante, com uma finalização por sobre a meta.

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A terceira mudança na equipe foi feita passados 18’, quando Cristaldo deu lugar a Thiago Santos. Quase dez minutos depois, o Grêmio chegou com Suáres, mas a bola correu demais e terminou com Pegorari, que segurou.

Aos 30’, o Juventude conseguiu encostar ainda mais na contagem com Mandaca, que subiu na área e desviou de cabeça para o fundo das redes.

O Tricolor buscou responder e chegou com Galdino, que deslocou o goleiro do Juventude, mas carimbou a trave.

As últimas mudanças foram feitas no time de Renato: Gustavinho e Diogo Barbosa, nos lugares de Suárez e Gabriel Silva.

Nos minutos finais, os donos da casa ainda tentaram em cobrança de falta, mas a defesa afastou. Brenno também fez boas defesas, que impediram o gol de empate.

Com o resultado, o Grêmio segue invicto no Estadual, com 100% de aproveitamento – 18 pontos conquistados em seis partidas.

Fonte: Agência Esporte

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

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Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial.

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026.

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta.

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo.

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo.

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Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa .

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: ‘eu pintei a minha rua para a Copa’. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou.

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte.

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o “Meu Beco na Copa”, e decidiu unir o “útil ao agradável” ao inscrever a Alameda Manoel Costa.

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”.

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas.

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou.

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Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil.

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos . Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje.

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse.

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira.

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.



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