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Polícia Civil prende três pessoas que atuavam com venda de materiais furtados em construções

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Três pessoas, entre elas uma menor de idade, envolvidas venda de produtos, materiais e ferramentas, furtados de construções civis foram detidas em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (02.02), em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (499 km ao norte de Cuiabá).

A ação resultou na apreensão de ferramentas produto de furtos, apetrechos relacionados ao tráfico e veículos de origem ilícita. Os dois homens de 29 e 25 anos e a adolescente de 15 anos responderão por receptação, tráfico de drogas e associação criminosa.

As investigações iniciaram para apurar um furto de equipamentos de construção civil ocorrido no dia 30 de janeiro. Após o fato, a vítima viu um anúncio em uma rede social da internet, de venda de uma betoneira, semelhante ao equipamento furtado da sua obra.

Diante das evidências, a vítima marcou um encontro com o suposto vendedor, em uma residência no bairro Jardim Santa Rita, sendo recebido pelos três suspeitos que participaram do negócio, mostrando a betoneira furtada. Após confirmar que se tratava do equipamento subtraído, a vítima disse que voltaria posteriormente para compra, ocasião em procurou a delegacia para comunicar os fatos.

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Diante da situação de flagrante, os policiais da Derf foram até o local onde foram recebidos por um dos suspeitos. Em busca no local, foram encontrados dois motores de betoneira, equipamentos elétricos de construção civil, além de apetrechos relacionados ao tráfico de drogas, como balança de precisão, dichavador e porção de maconha.

Na residência também foi apreendida uma bicicleta e uma motocicleta com identificação adulterada, sendo verificado se tratar de um veículo com restrição de roubo/furto. Questionado, o suspeito admitiu que os materiais eram produtos de crime, e que recebia 50% do valor para armazenar os produtos em sua residência e atuar nas vendas.

Enquanto os policiais ainda estavam no local, o outro suspeito e a adolescente chegaram também confessando a participação nos crimes, dizendo serem os responsáveis pelos furtos e pelos anúncios de venda.

Diante dos fatos, os três suspeitos foram conduzidos à Derf de Sinop, onde após serem interrogados, os adultos foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação, tráfico de drogas, associação criminosa e corrupção de menores. A menor também foi autuada em ato infracional análogo aos crimes de receptação, tráfico de drogas e associação criminosa.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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