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Autor de quatro homicídios é preso pela Polícia Civil em garimpo no norte de MT

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A Polícia Civil prendeu na tarde desta quarta-feira (24.05), em Peixoto de Azevedo, mais um criminoso ligado a uma facção que praticou, ao menos, quatro homicídios na cidade e na vizinha Matupá, ambas no norte de Mato Grosso.

A equipe da Delegacia de Peixoto procurava pelo autor dos crimes há alguns dias e nesta quarta-feira ele foi localizado em um garimpo, a 40 quilômetros da cidade.

O jovem de 19 anos integra uma facção criminosa e contra ele havia mandados de prisão preventiva, expedido no último dia 10 de maio, pelos homicídios de Walakis Orti da Silva, 25 anos, e Eduardo dos Santos Silva, 28 anos. As vítimas foram mortas a tiros na noite do dia 1º de abril, em uma residência em frente a um campo de futebol no bairro Nova Esperança, em Peixoto de Azevedo.

Conforme a apuração, o criminoso é investigado por outros dois assassinatos ocorridos em Matupá, no dia 26 de abril. O casal Adrian César da Silva Rodrigues, 21 anos, e Lays Teixeira Cristina Marinho, 20 anos, foi alvejada por disparos de arma de fogo na porta de casa quando, aparentemente, estavam saindo do imóvel onde residiam.

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Após o cumprimento dos dois mandados de prisão, o investigado será encaminhando ao centro de detenção de Peixoto de Azevedo, onde ficará à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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