MATO GROSSO
Governo de Mato Grosso entrega armas e viaturas para a Polícia Militar
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes oficializou a entrega de novos armamentos, viaturas, motocicletas e equipamentos para a Polícia Militar de Mato Grosso, em solenidade realizada na tarde desta terça-feira (03.01), na Praça das Bandeiras, em Cuiabá. Com investimentos de R$ 18 milhões, em recursos próprios e de emendas parlamentares, os novos materiais reforçarão as unidades especializadas da PMMT em todo o Estado.
Mauro Mendes destacou que a modernização dos equipamentos para a segurança pública faz parte do programa Mais MT, lançado em 2020. “Esta entrega é mais um exemplo de que estamos investindo para equipar as nossas forças de segurança pública, para que possibilitar melhores condições de trabalho e de prestação de serviço para o cidadão mato-grossense”, afirmou.
Foram entregues 351 fuzis Taurus de calibre 300 BLK e 326 espingardas Benelli calibre 12. Os armamentos estarão disponíveis para as unidades da Força Tática, em todo o Estado, para o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Também foram entregues 35 caminhonetes L200 4×4, que serão alocadas para reforço no interior do Estado, ficando à disposição das Forças Táticas dos Comandos Regionais e das equipes de Patrulha Rural, que cuidam da segurança do campo.
Ainda foram entregues 127 motocicletas Honda XRE 300, que serão destinadas ao reforço do Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) e para a Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
O comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que nunca um governo estadual havia investido tanto na área de segurança. “Tenho que agradecer ao governador do Estado, pela importância do investimento na Segurança Pública. Estamos presenciando, nesta tarde, um investimento, jamais visto na história, para nossas unidades especializadas”, enfatizou.
Coronel Mendes ressaltou ainda que os armamentos recebidos são de extrema importância para a segurança – tanto dos policiais quanto da população. “Adquirimos fuzis, e ainda chegarão mais, para todas as Forças Táticas de Mato Grosso. A importância disso é que esses policiais, no interior do Estado, muitos em locais distantes e de difícil acesso, são os que dão suporte para a tropa e se deslocam imediatamente, até a chegada da Rotam, Bope e outras equipes especializadas”, afirmou o comandante-geral da PM.
O secretário de Segurança Pública, César Augusto Roveri, enfatizou que a entrega dos armamentos e dos veículos, além da chegada de novos equipamentos, mostra a eficiência do Governo Mauro Mendes em restabelecer o equilíbrio fiscal e atender ao cidadão com melhorias e modernização.
“Isso é gestão que, com medidas necessárias no início do governo, resultou em ações e trabalho. Hoje, Mato Grosso é o primeiro em equilíbrio fiscal e isso a gente consegue traduzir em equipamentos e armamentos para as nossas forças de segurança. O impacto direto é o policial militar presente em todos os recantos para defender o cidadão mato-grossense”, finalizou o secretário.
Além dos armamentos e veículos, a Polícia Militar também recebeu equipamentos de tecnologia não-letal, sendo 1,7 mil granadas lacrimogêneas e 37,9 mil munições de impacto controlado, além de equipamentos de proteção individual.
Participaram da solenidade, a senadora Margareth Busetti, os deputados estaduais Max Russi, Elizeu Nascimento e Valmir Moretto. Também estiveram presentes os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Jordan Espíndola (Gabinete de Governo), Laice Souza (Comunicação), César Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Alan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação) e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges, entre outras autoridades.
Armas, viaturas e equipamentos entregues
351 fuzis Taurus de calibre 300 BLK
326 espingardas Benelli calibre 12
35 caminhonetes L200 4×4,
127 motocicletas Honda XRE 300
1,7 mil granadas lacrimogêneas
37,9 mil munições de impacto controlado,
equipamentos de proteção individual.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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