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Parceria entre Judiciário e catadores garante destinação correta a 8 toneladas de papel

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Cerca de oito toneladas de papel, entre processos físicos, documentos administrativos e livros sem condições de leitura, foram doados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso para a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats). O material estava armazenado no Arquivo Central do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), na Capital, e foi entregue à Associação nesta terça-feira (29).
 
A coleta do material foi acompanhada pelo gestor do Arquivo, Márcio de Arruda e pela diretora do Departamento Administrativo do TJMT, Ivone Regina Marca, que explica que o descarte de processos atende à Resolução n. 15/2021, do Órgão Especial, que institui a Tabela de Temporalidade da Área Administrativa do Judiciário de Mato Grosso, integrando o projeto 5.3 Gestão Arquivística do Poder Judiciário (documental e informação).
 
“Dando cumprimento a Resolução n 15, servidores da área Administrativa examinaram cada um dos processos arquivados desde 2003 oriundos de pregões, concorrências públicas, contratos, inexigibilidade, dispensas de licitações, enfim processos que haviam alcançado o prazo máximo de guarda e tinham autorização do desarquivamento e o início do procedimento da eliminação. Esse trabalho resultou em 1838 processos aptos à eliminação”, cita a diretora.
 
Ivone lembra que a destinação correta do material colabora com a administração no saneamento dos locais, abrindo espaços para armazenar outros processos que são arquivados pelo TJMT e pelas Comarcas que não tem espaço físico para a guarda estes documentos. Além de respeitar as diretrizes das questões de sustentabilidade e ação social exigidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) .
 
“Nesse procedimento de descarte está envolvido Asmats, a associação faz o transporte e a fragmentação do material, o trabalho é sempre acompanhado por um servidor do Judiciário para certificar que o cuidado com todos esses documentos está sendo realizado”, completa a diretora.
 
A Associação, por meio do Termo de Compromisso n. 1/2022, firmou parceria do Judiciário responsável por dar a destinação ambiental correta ao material. A conselheira da Asmats, Icleide de Jesus Basílio, a Dona Nena, informa que o carregamento de recicláveis auxiliará 95 catadores que atuam em Várzea Grande. “Essa doação contribuirá demais com os catadores. Estamos passando por dificuldades. Queremos organizar um espaço para que pessoas mais velhas, sem escolaridade que não conseguem uma colocação no mercado de trabalho possam garantir o seu sustento”, informa.
 
Esta é a segunda doação de material reciclável realizada pelo judiciário em 2022. A primeira ocorreu em maio, quando foram descartados de forma correta 2,5 toneladas de papel sem serventia à Justiça.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto vertical colorida. Mensageiro do TJMT entrega processos a associado da Asmats que está em cima do caminhão de coleta. Segunda imagem: Foto horizontal colorida de um dos bolsões de coleta cheio de processos para reciclagem. Terceira imagem: Foto horizontal colorida. Dona Nena fala sobre a importância da parceria entre o TJMT e a Associação.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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