MATO GROSSO
Governo promove encontro técnico sobre assistência social aos povos indígenas
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), por meio da Coordenadoria de Proteção Social Básica, promove nos dias 25 e 26 de outubro o Encontro Técnico: “Atuação das Equipes Volantes junto aos Povos Indígenas de Mato Grosso”, com objetivo de qualificar os profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que atuam nas equipes volantes nos municípios.
A programação contará com a presença da coordenadora Geral do Ministério da Cidadania, Heloísa de Almeida Prado Botelho Egas, que fará palestra no dia 25, sobre a “Oferta culturalmente adequada na Proteção Social Básica”.
Visando o aprofundamento das relações teórico-práticas do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) junto às famílias indígenas, a programação contará com debate nos dois dias e a abertura para relatos dos municípios, possibilitando a troca de experiências entre os participantes.
Atualmente Mato Grosso possui 51 municípios com Equipes Volantes, que fazem parte do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e tem por objetivo prestar serviços de assistência social a famílias que residem em locais de difícil acesso (áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas, calhas de rios, assentamentos, dentre outros).
Essa equipe é responsável por fazer a busca ativa destas famílias, desenvolver o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e demais serviços de Proteção Social Básica, que poderão ser adaptados às condições locais específicas, desde que respeitem seus objetivos, explica a secretária adjunta de Assistência Social da Setasc-MT, Leicy Vitório.
“Os serviços socioassistenciais devem sempre estar baseados no respeito às suas especificidades culturais, defesa de direitos e fortalecimento de suas iniciativas coletivas de autonomia étnica. O Cras não deve restringir sua relação com os indígenas à gestão de benefícios e programas de transferência de renda”, ressalta a secretária adjunta.
Censo indígena em MT
De acordo com o Censo Demográfico de 2010, Mato Grosso possuí um total de 51.696 pessoas indígenas, sendo 42.525 vivendo em terras indígenas e 9.171 fora dela. Já segundo o Ministério da Cidadania, no Estado, 9.258 famílias estão cadastradas no CadÚnico e 7.905 famílias são beneficiárias do Programa Auxílio Brasil, programa social de transferência de renda (antigo Bolsa Família).
Dados mais recentes do CadÚnico (julho/2022) identificaram 110 etnias indígenas, das quais estão cadastradas 44.088 pessoas, com cerca de 36.036 (81,73%) vivendo em terras ou reservas indígenas. Destes 51,46% se declararam do sexo feminino, um total de 22.692 pessoas e 48,54% do sexo masculino representado por 21.396.
Com relação à escolaridade, o CadÚnico apresenta os seguintes dados: 9.856 indígenas nunca frequentaram a escola e, percebe-se que 71% deles, possuem nível fundamental incompleto ou nenhuma instrução. Se tratando de condições de renda, observou-se que 34.665 (78,62%) dessas famílias vivem em situação de extrema pobreza.
Serviço
Encontro Técnico: “Atuação das Equipes Volantes junto aos Povos Indígenas de Mato Grosso”.
Dias: 25 e 26.10
Público Alvo: Técnicos que atuem nas Equipes Volantes, técnicos e coordenadores de CRAS de municípios com população indígena
Local: Buffet Vila Felici, localizado a Rua Treze, 1107-1179, bairro Boa Esperança, Cuiabá.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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