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Polícia Civil cumpre mandados em operação para apurar crimes de concussão e advocacia administrativa

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A Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral, deflagrou na manhã desta quarta-feira (19.10), a operação “Clear Sky”, para cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e seis medidas cautelares diversas de prisão, com objetivo de apurar crimes de concussão, de advocacia administrativa e de associação criminosa ocorridos

A ação tem como alvo cinco policiais, servidores e ex-servidores da Delegacia de Marcelândia, além de dois advogados que atuam na mesma cidade. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Vila Bela da Santíssima Trindade, Peixoto de Azevedo e Marcelândia. 

A investigação conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil apurou os crimes de concussão, de advocacia administrativa e de associação criminosa ocorridos, em tese, no município de Marcelândia, pelo menos desde 2018.

Segundo as investigações, os policiais civis previamente ajustados em unidades de propósitos com advogados, com estabilidade e permanência, passaram a exigir, para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão da função, vantagem indevida, consistente na exigência ainda que dissimulada, a contratação de advogado específico ou alguém por este indicado, sob pena de encaminhar o preso em flagrante para o presídio “Ferrugem” em Sinop.

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A investigação conseguiu apontar, que os valores pagos a título de fiança formalizada nos autos era um valor inferior ao que havia sido pago pelos familiares dos presos, sendo que se “vendia” um preço global que os presos e seus familiares deveriam pagar, não especificando o que seria fiança e o que seriam honorários advocatícios, para que eles se livrassem soltos.

O cumprimento dos mandados conta com o apoio da Diretoria de Atividades Especiais, por meio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Diretoria Metropolitana, através da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

Nome da operação

A operação foi batizada de “Clear Sky”, com a finalidade de fazer uma alusão ao céu limpo, no sentido de demonstrar que a partir da ação da Corregedoria-Geral os presos e seus familiares tenham a liberdade de contratar qualquer advogado na cidade, e estes não sejam impedidos de exercer suas atividades na Delegacia de Polícia do Município de Marcelândia.

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Fonte: PJC MT

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Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. 

Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

Investigações

As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.

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No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.

Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade. 

As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Descapitalização financeira

As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.

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As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.

A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 



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