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Contas de Nova Marilândia recebem parecer prévio favorável à aprovação

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
Conselheiro-relator, Waldir Teis.

Por unanimidade, o Plenário Presencial do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais do governo de Nova Marilândia. O balanço diz respeito ao exercício de 2021 e foi apreciado na sessão ordinária de terça-feira (27). 

Sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, o processo apontou superávit orçamentário de R$ 9,6 milhões. A execução das receitas foi de R$ 32,5 milhões e as despesas executadas de 28 milhões, com superávit de R$ 4,4 milhões.  “Além disso, constatou-se disponibilidade financeira de R$ 8,3 milhões para R$ 371 mil de dívidas”, disse. 

Nos percentuais de investimento o município investiu R$ 3,3 milhões, o que corresponde a 12,25% das suas despesas. Também cumpriu com os limites legais relativos à administração fiscal, gastos com pessoal e investimentos nas políticas públicas de saúde, educação e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). 

De acordo com o conselheiro, foi aplicado 86,3% dos recursos do Fundeb na remuneração do magistério e 17,9% nos serviços de saúde. “Quanto às despesas totais com pessoal do executivo e do município, foram gastos 47,8% e 45,4%, respectivamente. Já os repasses ao Poder Legislativo corresponderam a 6,39% da receita vinculada.” 

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Com relação aos gastos na manutenção e desenvolvimento do ensino, o percentual aplicado foi de 22,03% não cumprindo o limite de 25% estabelecido na Constituição. “Contudo, não houve apontamento da irregularidade em razão da emenda constitucional 119/2020”, explicou Waldir Teis.

Frente ao exposto, acolheu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação, com expedição de recomendações ao Poder Legislativo para que determine ao atual chefe do Poder Executivo a adoção de medidas corretivas.

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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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