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Comarca de Sorriso unifica rede de proteção às mulheres, crianças e idosos vítimas de violência

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As mulheres, idosos, crianças e adolescentes que forem vítimas de violência familiar em Sorriso receberão atendimento psicológico 24 horas na delegacia judiciária civil do município.
 
A medida faz parte do termo de cooperação assinado nesta quinta-feira (21 de julho) na Comarca do Fórum do município, que unifica a rede de proteção às mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência e inclui também os idosos ao grupo de proteção. Sorriso passa a ser a primeira Comarca do Estado a aplicar a unificação.
 
O acordo assinado entre o Poder Judiciário, Prefeitura Municipal, Ministério Público de Mato Grosso e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), representa um grande avanço às pessoas em situação de vulnerabilidade e violência familiar, pois proporciona o acolhimento às vítimas desde o primeiro momento.
 
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Sorriso, Anderson Candiotto, afirma que a unificação tem como foco a racionalização dos serviços, para gerar mais eficiência e rapidez ao tratar os problemas relativos à violência familiar.
 
“Qualquer vítima dessa rede unificada que procurar a delegacia para solicitar uma medida protetiva, além do atendimento feito pela polícia civil, já vai receber também um acolhimento humanizado, um esclarecimento sobre todos os serviços que são oferecidos e uma orientação psicológica de como lidar com a situação de agora em diante, para que ela possa permanecer sendo atendida pela rede de proteção”, ressalta o juiz.
 
A iniciativa também diminui o processo de revitimização, a partir de uma escuta unificada, feita apenas uma vez pelos profissionais responsáveis, para que a vítima não precise reviver os abusos e agressões ao ter que descrever por diversas vezes as situações ocorridas.
 
Durante a cerimônia de assinatura do termo, o juiz Anderson Candiotto também salientou ser fundamental a conscientização por parte da vítima sobre as influências que tentarão fazê-la desistir da denúncia, além de culpabilizá-la pelas agressões. “É preciso que ela esteja ciente, para que não desista dos seus direitos e possa permanecer em segurança. Essa influência pode vir de diversos lugares: da família, amigos, comunidade religiosa e da própria pessoa que praticou a agressão.”
 
A promotora de Justiça de Sorriso, Maísa Fidelis Gonçalves Pyrâmides, destacou em sua fala a importância da humanização desde o primeiro atendimento da rede de proteção e a necessidade da capacitação dos profissionais que farão a escuta unificada, para que extraiam o máximo de informações sem expor as pessoas à revitimização. “Se a vítima mulher, por exemplo, não receber no primeiro momento um acolhimento adequado, ela se tornará muito provavelmente uma estatística de feminicídio. Então é preciso quebrar paradigmas e o ciclo de violência desde o início dos atendimentos.”
 
De acordo com a secretária de Assistência Social do município, a primeira-dama Jucélia Ferro, a assinatura do termo irá fortalecer ainda mais a rede de proteção. “Sorriso está avançando bastante com essa unificação da rede de proteção, no que tange às mulheres, idosos, crianças e adolescentes vítimas de violência. Fico muito feliz em saber que a Comarca é a primeira do Estado a implantar a unificação.”
 
O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, frisou o papel fundamental do Poder Judiciário, na organização de uma força tarefa para unificação da rede de proteção, junto aos Poderes Executivo e Legislativo, Ministério Público e sociedade civil organizada. “Não podemos aceitar a violência como um fator normal. Todos têm o direito de viver a sua vida plena, com liberdade, e principalmente com respeito em seus lares. E nós, autoridades constituídas, estamos unidos por meio do fortalecimento das nossas redes, para que os direitos possam ser respeitados e estabelecidos no município de Sorriso.”
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Sala do Tribunal do Júri do Fórum de Sorriso onde foi assinado o termo. Na imagem é possível ver pessoas de costas sentadas nas cadeiras. E ao fundo da imagem estão o juiz Anderson Candiotto, prefeito e primeira dama sentados de frente para as pessoas.
Segunda imagem: Juiz Anderson Candiotto está sentado ao lado do prefeito de Sorriso. Ele fala ao microfone para os presentes durante assinatura do termo.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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