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Ministério Público articula reunião sobre planos de mobilidade urbana

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Com objetivo de verificar o andamento e alinhar a elaboração dos planos Municipal de Cuiabá e Metropolitano de Mobilidade Urbana, a 29ª Promotoria de Justiça Cível da Capital de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística promoveu reunião de trabalho na manhã desta quinta-feira (30). Articulado pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, o encontro reuniu representantes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), da Secretaria Adjunta de Gestão e Planejamento Metropolitano da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), do Consórcio Cuiabá em Movimento e do Instituto Cidade Legal (ICL). 

O promotor de Justiça externou as preocupações do Ministério Público de Mato Grosso referentes à elaboração concomitante dos dois planos, no tocante à articulação entre as equipes; ao compartilhamento e fluxo de informações de modo a garantir o alinhamento das diretrizes; e à tomada de decisões em conjunto de modo a evitar atritos que prejudiquem a mobilidade. Outro ponto levantado foi a necessidade de comunicação com o Plano Diretor de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá. 

“A preocupação do Ministério Público é que consigamos fazer a articulação das equipes técnicas e consultorias para discutir mobilidade, que é um problema sério aqui na nossa região, de modo a promover um alinhamento das diretrizes das decisões estratégicas tomadas em ambos os planos”, afirmou o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, lembrando que o plano metropolitano está mais voltado para a logística, enquanto o municipal preocupa-se mais com as questões locais. 

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Ele salientou que o MPMT está acompanhando o processo de elaboração. “Vamos continuar monitorando para que tenhamos esses dois planos elaborados concomitantemente, de modo que não haja nenhuma contradição entre eles. E que, com isso, tenhamos em um cenário relativamente curto uma melhora da mobilidade na Capital e região metropolitana”, destacou. 

O secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Rafael Detoni, garantiu que há diálogo entre as instituições e o diretor de Transporte da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá, Nicolau Jorge Budib, reforçou que os planos não são concorrentes. 

Rafael Detoni explicou que a mobilidade urbana não se restringe apenas à cidade, uma vez que existe o deslocamento entre os municípios. “Estamos em fase de elaboração do plano de mobilidade da região metropolitana, que entra também em logística, e temos mantido conversas com o plano de Cuiabá para chegarmos ao mesmo entendimento, ainda que o metropolitano não entre na competência do município. Por exemplo, não vamos entrar em questões de calçada, ciclovia, porque isso compete à cidade. Mas precisamos entender essa dinâmica que está sendo construída para fazer essa compatibilidade”, contou, realçando que a iniciativa do MPMT é importante nos sentido de acompanhar o trabalho executado.  

“Essa interação que está sendo articulada aqui é importante porque vai impactar no desenvolvimento da cidade pelos próximos 15 anos. Há uma tempestividade muito interessante porque os planos estão sendo elaborados no mesmo momento. A preocupação do Ministério Público foi no sentido de como está a articulação entre as equipes e, como visto, estamos trabalhando em conjunto, trocando informações para que tenhamos um resultado prático favorável à população”, acrescentou  Nicolau Jorge Budib.

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Saiba mais – O Plano de Mobilidade Urbana de Cuiabá (PlanMob Cuiabá) começou a ser elaborado em 2021 pelo Consórcio Cuiabá em Movimento. Até o momento foram realizados levantamentos de dados e informações referentes à mobilidade urbana do município, junto aos órgãos municipais, bem como pesquisas de campo, de características qualitativas e quantitativas, no sistema de transporte coletivo, no sistema viário e na circulação de pedestres, ciclistas e veículos.

Já o Plano Metropolitano de Logística e Mobilidade Sustentável do Vale do Rio Cuiabá (PlanMob VRC) começou a ser elaborado em 2022, visando estabelecer diretrizes, propostas de ação, programas e investimentos sobre os temas discutidos, de modo que o Estado e os municípios (Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal e Chapada dos Guimarães) possam dispor de um instrumento orientador na política de mobilidade na região. O trabalho inclui a realização de uma pesquisa de avaliação da mobilidade urbana, aberta para toda a população (responda aqui). 

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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