POLÍCIA
Operação prende 21 pessoas por receptação de celulares e recupera 25 aparelhos roubados e furtados
POLÍCIA
Vinte e uma pessoas foram presas pela Polícia Civil, na manhã de quinta-feira (26.05) na Operação “Reset”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, visando combater a receptação de aparelhos celulares no município.
Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, que resultaram na autuação em flagrante de 21 pessoas pelo crime de receptação e recuperação de 25 aparelhos celulares smartphones, avaliados em aproximadamente R$ 40 mil.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça, após investigações da Derf-VG para esclarecer roubos e furtos que estão ligados diretamente ao crime de receptação.
Um dos roubos apurado ocorreu na manhã do dia 1º de março, no bairro Jardim Eldorado, quando um criminoso invadiu a residência da vítima e mediante violência física subtraiu dinheiro e o smartphone da marca Samsung, avaliado em R$ 1,6 mil.
Outro celular recuperado e avaliado em R$ 1,7 mil foi furtado durante um acidente de trânsito, na madrugada do dia 04 de abril, no bairro Santa Maria. A vítima de 41 anos, trabalhava como motorista de ônibus e conduzia sua motocicleta, indo para o serviço, quando colidiu com uma vaca que invadiu a pista de forma abrupta e acabou falecendo no local.
No entanto, nem com o óbito da vítima diante de uma tragédia impediu um crime. Uma pessoa subtraiu o aparelho do motorista. Neste caso, o receptador do celular alegou ter adquirido o telefone pelo “marketplace” do Facebook pelo valor de R$ 600,00.
Conforme a delegada titular da Derf de Várzea Grande, Elaine Fernandes da Silva, ao saber da recuperação do celular do marido, a viúva do motorista disse emocionada que, apesar de se tratar de um bem material, registrou o boletim por questão de honra, já que nem a morte do ser humano que estava ali no chão foi capaz de despertar o respeito.
Um terceiro smartphone, avaliado em R$ 1,7 mil, e recuperado na operação foi roubado no dia 09 de outubro do ano passado. A vítima caminhava no centro de Várzea Grande e foi rendida por dois homens, que usando uma arma de fogo roubaram dinheiro e o celular.
Em outro caso de roubo, o smartphone avaliado em R$ 1,9 mil foi levado no mês de março deste ano, no bairro Jardim Potiguar. A vítima, enfermeira, foi abordada por dois usuários de drogas, que estavam armados com uma faca e levaram a bolsa da vítima, contendo dinheiro, documentos pessoais e o telefone.
A delegada Elaine explica que a maioria dos autuados por receptação, alegou ter adquirido os smartphones pelo canal de vendas do Facebook e do site OLX.
“Infelizmente no fundo, o comprador sabe que se trata de um produto de origem, ao menos, duvidosa. Mas, o fato é que, a pessoa não está preocupada se é ou deixa de ser produto de crime, ela quer apenas levar a vantagem no preço, independente se é produto de roubo, furto, bem como se o verdadeiro dono ainda está pagando as parcelas do aparelho ou se custou a vida de alguém. Para alguns, é apenas um smartphone, mas, para a maioria das vítimas era o único que tinha condições de pagar ou que ainda estava pagando”, lamentou a delegada.
Ela também destacou o resultado da operação, atribuído ao comprometimento das equipes de investigadores e escrivães da Derf-VG, que não mediram esforços na realização das diligências, desde os levantamentos iniciais até a recuperação dos aparelhos.
A ação está inserida no planejamento estratégico da Operação “Salutem”, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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