MATO GROSSO
“Esse é um governo comprometido com os municípios”, afirma prefeita de Conquista D’Oeste
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso firmou dois novos convênios para obras de infraestrutura no município de Conquista D’Oeste, que representam um investimento de R$ 3,5 milhões. A assinatura dos documentos ocorreu durante visita do governador Mauro Mendes na manhã desta sexta-feira (27.05).
A prefeita do município, Maria Lúcia de Oliveira, se emocionou durante a assinatura dos convênios, e manifestou que as obras serão como um legado da ex-secretária de Administração, Dorvalina Nunes, falecida em 2021 e responsável pelos projetos que resultaram na parceria com o Estado.
“Eu sei que essa gestão é comprometida com municípios pequenos igual ao meu, e por isso eu quero agradecer, de coração, a todos que estão envolvidos nesses convênios. É muita coisa que esse governo tem feito pelos moradores de Conquista D’Oeste. Eu falo que os prefeitos foram muito beneficiados na gestão do governador Mauro Mendes e somos muito gratos por esse olhar atencioso”, manifestou a prefeita.
Para o município, o governador Mauro Mendes autorizou a construção da nova sede da prefeitura, que recebe o investimento de R$ 2,6 milhões e conta com a parceria do senador Wellington Fagundes, e a construção de 64 casas populares, que serão executadas por meio de parceria com a MT Par, ao custo de R$ 960 mil.
“Temos o dever de ajudar os municípios, porque é aqui onde está o nosso povo. Quem já foi prefeito, como a prefeita Maria Lúcia, sabe a diferença da nossa gestão. Fazemos os repasses obrigatórios em dia e, agora, depois de ter organizado a casa, organizado Mato Grosso, e já ter investido nas nossas estradas, conseguimos ajudar os municípios com diversas ações”, destacou o governador.

Presente na solenidade, o deputado estadual Valmir Moretto destacou que as obras na cidade eram demandas antigas dos moradores e agradeceu ao governador Mauro Mendes pela atenção dispensada à região.
“Fico feliz que o senhor veio constatar que nossos pedidos ao seu governo eram esperados pela comunidade há muitos anos, e que o senhor vai realizá-los. Muito obrigada por ter atendido nossos pedidos, ter realmente ouvido as demandas da nossa região”, comentou Moretto.
Desde o início da gestão, o município de Conquista D’Oeste já recebeu mais de R$ 7,6 milhões em investimentos destinados pelo governo estadual. Os aportes foram feitos para melhoria da qualidade de vida dos cerca de 3,6 mil habitantes, por meio de obras de infraestrutura e investimentos na educação e áreas sociais.
Na área da Saúde, por exemplo, foram destinadas duas ambulâncias para o município, enquanto a Educação recebeu novos mobiliários na Escola Estadual Conquista D’Oeste, que também passou por pequenas reformas nesta gestão. Ainda, os professores da rede estadual receberam mais de R$ 130 mil em recursos para a compra de computadores e custeamento do serviço de internet durante a pandemia da covid-19, quando as aulas estavam online.
As famílias mais vulneráveis da cidade também foram atendidas por programas sociais do governo estadual. Ao todo foram distribuídas 2,3 mil cestas básicas e 1,3 mil cobertores. A Secretaria de Assistência Social e Cidadania também repassou R$ 146,5 mil para que 107 famílias pudessem ter recursos para garantir sua segurança alimentar, por meio do Ser Família Emergencial. A pasta ainda distribuiu 53 filtros de barro, a fim de garantir o acesso à água filtrada.
Outros investimentos do Governo do Estado no município passam por suporte aos agricultores familiares da região, que receberam uma picape, quatro tanques resfriadores e 60 caixas de mel, perfuração de poço tubular para garantir o acesso à água, e pela entrega de 99 títulos de regularização fundiária.
Na assinatura dos novos convênios, estiveram presentes o deputado federal Dr. Leonardo, os deputados estaduais Valmir Moretto e Dr Gimenez, e os secretários de Estado Marcelo de Oliveira (Infraestrutura) e Laice Souza (Comunicação).
Também acompanharam a solenidade os prefeitos Alcino Barcelos (Pontes e Lacerda), Uilson Linguiça (Nova Lacerda), Jamis Silva (São José dos Quatro Marcos), Dr. André (Vila Bela da Santíssima Trindade), Luís Carlos (Rio Branco), Jadilson Alves (Curvelândia), Malto Teixeira (Salto de Céu), Irineu Parmeggiani (Campos de Júlio) e
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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