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Projeto Verde Novo explica como as árvores ajudam a economizar na conta de luz

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 Economizar energia plantando uma árvore. De acordo com pesquisadores, essa afirmação é correta, pois uma árvore plantada no lugar certo pode economizar uma quantidade substancial de energia elétrica, além de causar impactos ambientais positivos.
 
Pesquisas feitas em lugares com verões quentes, como é o caso de Cuiabá, mostram que uma construção com árvores pode gastar de 2% a 90% menos energia com refrigeração, além de diminuir a temperatura do ar em até 3 graus, sobretudo pelos efeitos do sombreamento, em comparação com construções sem árvores próximas.
 
Segundo a doutora Jaçanan Eloisa de Freitas Milani, engenheira florestal e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), as árvores plantadas em calçadas, na frente ou próximas de imóveis residenciais criam espaços sombreados muito agradáveis do ponto de vista de conforto térmico e diminuem as chamadas “ilhas de calor”.
 
Isso acontece porque as árvores absorvem uma parte do calor do sol e atuam como uma barreira entre os raios solares e as construções, impedindo o aquecimento de pisos, paredes e telhados. Assim, elas impedem que a temperatura fique alta nas paredes e áreas internas das construções. Além disso, a sombra da copa das árvores diminui a necessidade de refrescar o interior das casas com ar condicionado e ventilador – o que torna possível economizar muito na conta de energia.
 
“A vegetação é fundamental para absorver o calor que incide sobre o espaço, porque se tivermos somente materiais inertes, como construções, isso aumenta as ilhas de calor e gera ambientes mais quentes. No todo, uma pequena ação do plantio de uma árvore em um ambiente urbano melhora em vários aspectos nossa qualidade de vida”, enfatiza.
 
Engenheiro florestal da Energisa, Giuliano Borges de Almeida explica que fatores como clima extremo e ilhas de calor podem impactar nas contas de energia da seguinte forma: um mesmo ar condicionado em um dia com 25ºC, por exemplo, consegue abaixar a temperatura pra 23ºC com muito mais facilidade. Porém, quando a temperatura se eleva para 32ºC, o mesmo equipamento vai levar muito mais tempo para atingir a temperatura desejada.
 
“A gente se preocupa com o consumo consciente de energia, por isso, incentivamos projetos e ações que também promovem essa reflexão e mudança no ambiente. Com mais árvores no ambiente, o clima fica mais fresco e o impacto na conta é menor”, frisa Giuliano.
 
Economia na prática – O empresário Rafael de Souza Leite reside em uma casa no bairro Marajoara, em Várzea Grande, há 23 anos. Em 2012, ele decidiu plantar o primeiro cajueiro no quintal e foi ampliando sua visão de sustentabilidade, ecologia e benefícios das árvores, sendo inclusive voluntário do projeto Verde Novo. Hoje, sua casa possui mais de 100 espécies de árvores – frutíferas, nativas, ornamentais –, que ajudam a propiciar um ambiente muito melhor para a família e até economizar na conta de energia elétrica.
 
“Em um lugar que tem bastante árvore, com certeza o clima é outro. A qualquer tempo do dia você tem sombra, vento, pássaros e diversidade no ambiente que a árvore nos proporciona. O impacto é muito positivo na conta de energia também, você consegue passar o dia sem precisar ligar o ventilador e isso diminui 30% a 40% da conta”, observa.
 
Projeto Verde Novo – O Verde Novo é um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado pela equipe do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), com o objetivo de mobilizar a sociedade em prol do plantio e manutenção de árvores na Capital. A iniciativa trouxe para Cuiabá 149.075 novas árvores, que prestam serviços ambientais naturais, no sentido de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população cuiabana, reduzir a sensação térmica de calor, aumentar a umidade relativa do ar, ampliar a cobertura arbórea da cidade e garantir bons níveis subterrâneos de água.
 
O projeto é desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde e patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas, além de ser parceiro da TV Centro América e Energisa. Desde sua criação, em 2017, já foram realizadas quase 500 ações de plantio, distribuição de mudas e conscientização ambiental.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Primeira imagem: Foto horizontal colorida aérea de Cuiabá, onde é possível ver edificações urbanas e árvores.  
Segunda imagem: Foto vertical colorida da professora Jaçanan concedendo entrevista à TV.JUS. Ela veste camisa branca e colete preto, usa brinco de pérolas, relógio dourado e tem unhas vermelhas. A professora está em um ambiente com plantas no chão e à sua direita, na UFMT. 
Terceira imagem: Foto horizontal colorida do empresário Rafael de Souza Leite em seu quintal arborizado. Ele veste uma blusa vermelha. Há folhagens ao seu redor, além de flores roxas.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

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Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

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O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.



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