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PM prende quadrilha e recupera 15 cabeças de gado furtadas em Vila Rica

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A Polícia Militar desarticulou uma quadrilha e recuperou 12 vacas e três bezerros furtados de uma fazenda, na zona rural de Vila Rica, nesta quarta-feira (11.05). Na ação, três homens, de 20, 25 e 34 anos, foram presos e três armas de fogo foram apreendidas.

Conforme o boletim de ocorrência, durante a madrugada, a PM recebeu uma denúncia via 190 informando sobre um possível furto de gado, em uma propriedade rural. Diante da situação, equipes da Força Tática se deslocaram até a fazenda e encontraram marcas de pneus perto do curral e a porteira trancada com cadeado.

A PM encontrou a testemunha que informou ter visto um caminhão no local e que teria estranhado a situação. A equipe do Grupo de Apoio (GAP) foi acionada para iniciar diligências para localizar os suspeitos e o gado. Durante a manhã, o proprietário da fazenda entrou em contato e disse ter achado estranho os criminosos terem entrado e saído do local sem que os cadeados e correntes fossem rompidos, levantando suspeitas sobre os funcionários da propriedade. 

Os policiais foram até os dois funcionários que começaram a apresentar bastante contradição em seus depoimentos e um deles assumiu o furto das cabeças de gado. Questionados sobre onde estaria o gado, os suspeitos revelaram que haviam negociado os animais para o dono de um sítio a 75 quilômetros de Vila Rica. 

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Neste momento, os policiais foram informados que o caminhão que teria prestado apoio no crime estava indo em direção ao Estado do Pará. Foi realizado contato com o motorista, que confirmou a localização de onde havia deixado o gado.

No local indicado, os policiais encontraram um suspeito que, indagado sobre o gado no curral, disse que era as cabeças negociadas com os funcionários da fazenda e revelou que teria matado uma vaca para negociar a venda da carne. Em buscas pela casa, os policiais encontraram a espingarda arremessada pelo suspeito e duas armas, sendo outra espingarda e um revólver, ambas sem documentação

Diante do flagrante, os dois funcionários da fazenda e o terceiro suspeito receberam voz de prisão e foram encaminhados à delegacia da cidade, junto com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências cabíveis. O gado foi recuperado e devolvido ao seu dono.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 
Fonte: PM MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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