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Polícia Civil prende quatro pessoas por furto de energia em cidades de MT

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Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta terça-feira (05.11), em Várzea Grande, por furto de energia. Conhecidos como “gateiros’, a dupla oferecia serviços de ligação clandestina na rede de energia elétrica. Em mais duas cidades, Sinop e Rondonópolis, outras pessoas também foram detidas por furto de energia, uma delas em um estabelecimento comercial.

Em Várzea Grande, as investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos flagraram a abordagem da dupla a ‘clientes’ e como os dois agiam para fazer a ligação clandestina.

O trabalho investigativo contou com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e do Centro de Monitoramento contra furto de energia da concessionária Energisa.

“O furto de energia elétrica deve ser combatido com veemência. A conta que os criminosos não pagam, o cidadão de bem terá que pagar”, destacou a delegada titular da Derf, Elaine Fernandes.

Nas casas da dupla suspeita, foram encontrados equipamentos e materiais utilizados para o crime.

“Essas ações integradas têm contado inclusive com o apoio da população, que tem denunciado essa ação dos bandidos. E quem paga pra fazer ligação clandestina também pode ser preso”, explicou Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas da Energisa.

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Outras prisões

Em Rondonópolis, também nesta terça-feira, uma mulher foi presa em flagrante por furto de energia. Equipes da Polícia Civil cumpriam buscas da Operação Fraude Vital quando flagraram o furto. Ela é companheira de um dos integrantes do grupo criminoso investigado por fraudes cometidas contra familiares de pacientes internados em hospitais do estado.

Em Sinop, a equipe da Delegacia do município recebeu informações sobre indícios de desvio de energia elétrica em um estabelecimento comercial. As equipes da Delegacia de Sinop, Politec e Energisa foram ao local informado e, durante a fiscalização no medidor de energia, foram constatados sinais de adulteração, incluindo fios soltos, visor interno apagado e lacres rompidos.

A concessionária relatou que há registros anteriores de adulterações no medidor de energia do estabelecimento. Um perito analisou a situação e confirmou, a princípio, que realmente ocorria desvio de energia no local. Diante das evidências de adulteração, tanto no incidente atual quanto em ocorrências anteriores, o responsável pelo estabelecimento, de 43 anos, foi encaminhado à central de flagrantes da Delegacia de Sinop e autuado pelo crime de estelionato.

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Neste ano, já foram detidas 44 pessoas por furto de energia em Mato Grosso. As ações de combate ao furto de energia fazem parte da operação Energia Limpa realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e a concessionária de energia de Mato Grosso em diversas regiões do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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