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Poder Judiciário de Mato Grosso registra aumento de mais de 140% de acordos em 2022

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O Poder Judiciário de Mato Grosso registra dados positivos quando o assunto é pacificação social. Em apenas três meses (janeiro a março de 2022) houve aumento de 140% de acordos em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Núcleo Permanente de Métodos consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) do Tribunal de Justiça, que tem realizado desde o início deste ano, de forma intensa, a Campanha Estadual pela Conciliação para fomentar a cultura do diálogo e da paz em todas as comarcas.

 
De acordo com a juíza Cristiane Padim da Silva, coordenadora do Nupemec, a campanha tem possibilitado que todos os cidadãos e cidadãs mato-grossenses saibam que podem escolher outra forma para resolver seus conflitos. “Em conjunto com as partes podemos construir a solução dos conflitos e isso tem sido divulgado com tanta positividade e efetividade que houve esse aumento tão significativo de acordos este ano, de mais de 140%.”
 
Para a magistrada, o percentual reflete a mudança de comportamento e de paradigmas, graças ao trabalho desenvolvido pelo Judiciário estadual por meio dos métodos autocompositivos, uma das portas de entrada da Justiça. Com isso, segundo ela, todos ganham, já que assim, menos processos ingressarão na Justiça e as partes terão seus problemas resolvidos de forma mais rápida.
 
“Como diz o slogan da nossa campanha: é rápido, fácil e on-line o acesso a esse diálogo construtivo que traz muito mais efetividade aos envolvidos no conflito, que juntos sabem realmente o que aconteceu e têm melhores condições de negociar. Importante registrar que tudo o que é possível negociar é possível conciliar”, informa.
 
Algumas situações que podem ser resolvidas por meio de acordo, sem precisar sair de casa: pensão alimentícia; guarda dos filhos; divórcio; partilha de bens; acidentes de trânsito; dívidas em bancos; danos materiais e morais; questões que envolvam comércio, relação de consumo, vizinhança e outras que dizem respeito aos interesses disponíveis ou indisponíveis transacionáveis.
 
Campanha – É voltada à expansão da cultura de paz e da mediação no ano de 2022. A ação visa incentivar a população a resolver conflitos de maneira simples e acessível, de forma on-line, de qualquer lugar, sem precisar se deslocar até os fóruns.
Caso haja interesse em buscar a conciliação basta acessar o portal do Nupemec e abrir uma solicitação. Clique neste link para abrir o site.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto1: Arte da Campanha Estadual de Conciliação que mostra um senhor, com camisa polo verde ao lado de uma criança com camiseta amarela. Ele olha para o menino com carinho e a criança com sorriso no rosto. Eles estão em local aberto, com árvores ao fundo. Na arte, acima dos dois, está escrito: Campanha Estadual de Conciliação. Abaixo deles, em forma de arte, estão as frases da campanha. Do lado esquerdo: “É fácil, é rápido, é online. Do lado direito: “Resolva seus conflitos de forma segura, venha conciliar”. E abaixo das frases, as logomarcas do Nupemec e do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Leia abaixo outras matérias sobre acordos realizados por meio da conciliação e mediação:
 
 
 

Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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