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Juiz leva projeto “Poder Judiciário na Escola” a alunos do 9º ano em Barra do Garças

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Alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Senador Filinto Müller, em Barra do Garças, receberam nessa quinta-feira (10 de março) o projeto “Poder Judiciário na Escola”. Essa é uma ação que tem objetivo de contribuir para informação dos estudantes e aproximar a Justiça estadual da comunidade escolar. A palestra e a dinâmica de um júri simulado foram realizados pelo juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, titular da Segunda Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças (a 500 km a leste de Cuiabá).
 
Com linguagem simples e informal para melhor compreensão dos jovens, o magistrado falou sobre direitos e garantias fundamentais, violência doméstica com foco na realidade dos adolescentes, que nesta idade estão em fase de início de relacionamentos. Ao final, o juiz realizou júri simulado com os alunos exercendo as funções de magistrado, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, réus e demais atores que compõem o júri.
 
Conforme Marcelo Resende, três aspectos fundamentais demonstram a importância desse projeto. “Eles entenderem o que um juiz faz do ponto de vista prático e concreto e qual a importância do Poder Judiciário na vida deles. Além disso, tratar da violência doméstica na idade em que eles estão é muito importante. E também falar sobre crimes sexuais para que eles tenham esse conhecimento. As informações dão motivações para novas perspectivas”, afirma o juiz.
 
O magistrado classifica essas visitas como de grande relevância para a proximidade do Judiciário e instituições de ensino. “Estreitar essas relações é fundamental. Se hoje as audiências ocorrem por videoconferência o juiz está na escola e participando da vida da comunidade. É tão gratificante, sempre saio renovado após essas ações”, avalia.
 
De acordo com o juiz, o projeto era realizado com os estudantes no Fórum da Comarca, onde conheciam a estrutura e também a sala do Tribunal do Júri. Mas em virtude da pandemia a atividade precisou ser suspensa. “Estamos retomando esse projeto, indo nas escolas e faremos pelo menos uma visita por mês às escolas”, comenta.
 
Para o coordenador da Escola, Renato Campos dos Santos, todas as iniciativas que levam ao processo de reflexão dos alunos vale muito a pena, principalmente por meio de um debate de forma transversal. Ele conta que os temas abordados pelo juiz Marcelo Resende haviam sido discutidos com os alunos no ano passado e que a palestra de ontem reacendeu o interesse dos estudantes.
 
“Foram temas muito pertinentes. Até a questão de entender a função do juiz e a participação deles na aula prática, do júri simulado, despertou em alguns alunos o interesse em fazer o curso de Direito. A proposta desse projeto é muito boa e foi bastante válida porque prender a atenção dos adolescentes é difícil e o juiz conseguiu isso”, afirma o coordenador.
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Descrição da imagem:  
Foto 1: Imagem na quadra de esportes da escola com os estudantes uniformizados e com máscara e o juiz Marcelo Resende, com terno em tom cinza, camisa branca, gravata vermelha e máscara preta. Na imagem estão dispostas três mesas, uma na direita, esquerda e centro, cobertas com tecido azul, onde foi realizada a dinâmica do Tribunal do Júri. No fundo da imagem há a estrutura de um gol, coberto com tecido branco onde consegue-se ler, em azul, letras que formam a palavra do projeto: Poder Judiciário na Escola. 
Foto 2: Imagem do juiz Marcelo Resende na quadra de esportes da escola, segurando microfone com a mão direita, falando aos estudantes, que estão sentados em cadeiras com encosto azul em frente ao juiz. No fundo da imagem há a estrutura de um gol, coberto com tecido branco e com o nome do projeto, Poder Judiciário na Escola, escrito em azul.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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