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Todos os públicos: Judiciário investe em acessibilidade para promover cada vez mais a inclusão

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A atual administração do Poder Judiciário de Mato Grosso vem investindo em medidas para eliminar e prevenir barreiras que impeçam ou prejudiquem o acesso à Justiça estadual de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, presidida pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, foi criada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para debater formas de tornar a Justiça estadual cada dia mais acessível a todos os públicos, em consonância à Resolução nº 401 do Conselho Nacional e Justiça (CNJ).
 
A resolução se baseia na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, das Nações Unidas (ONU), e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
 
Em Mato Grosso, além das adaptações urbanísticas ou arquitetônicas nos prédios (construção de rampas, instalação de elevadores e piso tátil nos novos fóruns ou nas reformas de prédios antigos), as medidas indicadas pela Comissão do TJMT vislumbram melhorias nas comunicações e informações disponibilizadas pelo judiciário mato-grossense, garantindo à pessoa com deficiência acesso a produtos, recursos, estratégias, práticas, processos, métodos e serviços disponibilizados pelo Poder Judiciário.
 
Comunicação – A equipe de Comunicação do Poder Judiciário, por exemplo, passou a utilizar no Portal TJMT o próprio título das notícias como link para direcionar documentos e arquivos, substituindo termos como “Leia mais”, “Clique aqui” e “Saiba mais”, que não descrevem o destino para navegação.
 
Outra alteração promovida para aumentar a inclusão de pessoas com deficiência visual e/ou visão reduzida é o uso da descrição de imagens em fotos, gráficos e artes digitais publicadas no site. Para tanto, foram estabelecidos critérios técnicos, baseados em cursos de audiodescrição (faixa narrativa adicional), com uso de linguagem simples, sentenças na ordem direta e uso de verbos preferencialmente no tempo presente.
 
O Portal do TJMT conta com o Sistema VLIBRAS, um software que traduz os conteúdos por tópicos, fazendo a leitura de hiperlinks e texto em Libras. Para acessar basta clicar no ícone do programa, que fica ao lado da barra de rolagem do Portal.
 
Para garantir que pessoas com deficiência auditiva compreendam o conteúdo de vídeos disponibilizados pelo Poder Judiciário no Canal oficial do TJMT no Youtube e nos posts das redes sociais do TJMT (Instagram, Facebook e Twitter) foi adotado o uso de legendas e descrição de imagens.

Vídeos com tradução em Libras – Além disso, as audiências públicas e eventos com transmissão no Youtube, passaram a ter presença de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), bem como os vídeos institucionais do TJMT.
 
No início de agosto, o Tribunal deu início a um projeto piloto, orientado pela Coordenadoria Judiciária, que disponibiliza intérpretes de Libras em sessões online de julgamento de atos da Segunda Instância. A primeira sessão com tradução simultânea para a língua de sinais ocorreu na Primeira Câmara de Direito Privado, presidida pela desembargadora Nilza e composta pelos desembargadores Sebastião Barbosa de Farias e João Ferreira Filho.
 
Inovações – A campanha institucional “Quebre o Ciclo” produziu cinco vídeos com intérprete de Libras e legendado, direcionado para mulheres surdas vítimas de violência doméstica.
 
O hotsite da Ouvidoria do Judiciário mato-grossense, canal de comunicação direta entre o cidadão e Judiciário Estadual apresenta duas novas: o Serviço de Atendimento a Pessoas Surdas e o Balcão Virtual, que asseguram agilidade, pelo atendimento on-line no Balcão Virtual, e garantem inclusão e acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva, que podem solicitar o atendimento em Libras.
 
O Serviço de Atendimento a Pessoas Surdas é um espaço destinado à inclusão de pessoas surdas. Ao escolher a opção, o usuário deve selecionar o setor ao qual deseja atendimento por Libras e marcar a data e horário do serviço.
 
Hotsites temáticos das áreas do TJMT com menu de acessibilidade – As páginas possuem ferramentas de contraste, links destacados, texto maior, espaçamento de texto, animações, linhas e letras amigáveis (dislexia), cursor, barra de ferramentas, altura da linha, alinhamento do texto e saturação, além da possibilidade de widget (atalhos que facilitam o acesso a aplicativos e ferramentas no celular) superdimensionado.
 
O Laboratório de Inovação (InovaJus-MT) está desenvolvendo em nove unidades judiciais um projeto de Direito Visual (visual law), que usa recursos visuais (ilustrações, ícones, tabelas, mapas visuais e outros elementos) e linguagem simples para criar decisões judiciais e documentos jurídicos, facilitando o entendimento das partes.
 
Sala passiva para os excluídos digitais – O Fórum da Capital inaugurou no mês de abril a primeira Sala de Apoio ao Juízo 100% Digital (Sala Passiva) do Estado. O objetivo promover a acessibilidade tecnológica aos cidadãos e cidadãs que não têm acesso às ferramentas tecnológicas ou conhecimento técnico para usa-las. Mesmo sem ter uma sala física exclusiva para essa finalidade, todos os fóruns do Poder Judiciário disponibilizam o acesso digital para qualquer pessoa que necessite do serviço, basta procurar a diretoria do fórum.
 
Inclusão no mercado de trabalho – Desde 2018 o TJMT mantém um projeto de inclusão social de pessoas com deficiência auditiva que atuam no Departamento Judiciário Auxiliar (Dejaux) e na secretaria auxiliar da vice-presidência. São 40 colaboradores e colaboradoras surdos e surdas que desenvolvem trabalho de digitalização de processos, com auxílio de intérpretes de Libras, responsáveis por garantir a interação e a comunicação no ambiente de trabalho.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1 – Foto horizontal colorida da fachada do Fórum de Várzea Grande Desembargador Cesarino Delfino César e de um advogado cadeirante se locomovendo na rampa. Imagem 2 – Print de tela da página principal do Portal do TJMT com o VLibras acionado. Imagem 3 – Print de tela da sessão da Primeira Câmara de Direito Privado, presidida pela desembargadora Nilza, com tradução simultânea em Libras.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Eleitores de quatro municípios votarão neste domingo (25) em plebiscitos sobre limites territoriais

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No próximo domingo (25), eleitores de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu terão uma decisão importante a tomar, além da escolha do presidente da República. Os quatro municípios participarão de dois plebiscitos para decidir sobre propostas de mudanças em seus limites territoriais. As consultas foram convocadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio dos Decretos Legislativos nº 82 e nº 83/2026, e serão realizadas pela Justiça Eleitoral.

Em Poxoréu e Primavera do Leste, a população será consultada sobre a transferência do Distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para Primavera do Leste. Já em Colniza e Cotriguaçu, a votação tratará da possível transferência das chamadas Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, hoje vinculadas a Colniza, para Cotriguaçu. Em ambos os casos, a decisão poderá alterar a administração dos territórios e a responsabilidade dos municípios pela prestação de serviços públicos.

O procurador da ALMT, Gabriel Machado, explicou que a participação da Casa de Leis começa antes da votação e continua após a divulgação dos resultados. O procedimento está previsto no artigo 18, parágrafo 4º, da Constituição Federal e na Lei Complementar Federal nº 230, de 15 de abril de 2026, que estabelece as regras para a transferência de parte do território de um município para outro.

Segundo o procurador, o processo envolve quatro etapas principais: o estudo de viabilidade municipal, a convocação do plebiscito por decreto legislativo, a realização da consulta pela Justiça Eleitoral e, caso a proposta seja aprovada, a análise de um projeto de lei estadual para definir os novos limites territoriais.

“A Assembleia Legislativa participa desde a análise da viabilidade da mudança até a etapa final do processo. Primeiro, são avaliadas as condições para a alteração territorial e, depois, a Casa aprova o decreto que autoriza a consulta popular. O Tribunal Regional Eleitoral fica responsável por organizar e realizar a votação. Se a proposta for aprovada, o processo retorna à Assembleia, que deverá analisar o projeto de lei para regulamentar a mudança e estabelecer os novos limites entre os municípios”, esclareceu Gabriel Machado.

O estudo de viabilidade é uma etapa fundamental porque considera os impactos econômicos, financeiros, administrativos e sociais da proposta, incluindo a infraestrutura e a prestação de serviços públicos, como saúde e educação. Os decretos legislativos também estabelecem a necessidade de ampla divulgação desses estudos, para que a população tenha acesso às informações antes de votar.  

Para Gabriel Machado, ouvir os moradores é indispensável, já que são eles que vivenciam as necessidades das comunidades e serão diretamente afetados por uma possível alteração territorial.

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“Quem vive na região conhece as dificuldades, sabe como funcionam os serviços públicos e quais são as necessidades da população. Por isso, a Constituição exige essa consulta. Não se trata apenas de mudar uma divisa no mapa, mas de uma decisão que pode afetar a vida das pessoas, a administração municipal e a distribuição de recursos. É fundamental que os moradores participem e manifestem o que consideram melhor para suas comunidades”, destacou.

Votação –Os plebiscitos ocorrerão no mesmo dia, horário e local da votação para presidente da República, das 7h às 16h, horário de Mato Grosso. Após registrar o voto para presidente, o eleitor terá acesso à pergunta sobre a proposta de mudança territorial correspondente ao seu município.

Na urna eletrônica, a opção SIM será identificada pelo número 2 e representará a concordância com a transferência territorial. Já a opção NÃO, correspondente ao número 1, indicará que o eleitor deseja manter a atual divisão entre os municípios. Também será possível votar em branco ou anular o voto. As duas opções não entram no cálculo dos votos válidos.  

O juiz Eviner Valério, da 40ª Zona Eleitoral, com sede em Primavera do Leste, reforçou que a Justiça Eleitoral é responsável pela organização e apuração da consulta, enquanto a Assembleia Legislativa conduz as etapas relacionadas à alteração territorial.

“Existe um procedimento aberto pela Assembleia Legislativa, com estudo de viabilidade, mas cabe ao eleitor autorizar ou não a continuidade desse processo de desmembramento. Depois, a proposta ainda passará pela análise da própria Assembleia. Nossa missão é conscientizar a população de que é importante participar, porque cada voto importa. Uma mudança territorial tem consequências geográficas, sociais e econômicas, e o eleitor precisa avaliar o que considera melhor para seu município”, afirmou o magistrado.

O juiz Darwin de Souza Pontes, da 47ª Zona Eleitoral de Poxoréu, esclareceu que todos os eleitores aptos dos municípios envolvidos poderão participar, e não apenas os moradores das áreas que poderão ser transferidas.

“A votação será realizada normalmente, na mesma seção eleitoral utilizada no primeiro turno. O eleitor vai registrar seu voto para presidente e, em seguida, responder à pergunta do plebiscito. É um momento importante para Poxoréu, Primavera do Leste e, principalmente, para a comunidade de Nova Poxoréu. Pedimos que todos compareçam e façam suas escolhas de acordo com o que entendem ser o melhor para seus municípios”, orientou.

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas analfabetas. Quem não compareceu ao primeiro turno também poderá participar normalmente da votação de domingo.

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O Processo –O resultado das urnas não significa que a mudança territorial ocorrerá imediatamente. Conforme explicou o procurador Gabriel Machado, se a proposta receber aprovação, o processo retornará à Assembleia Legislativa, responsável por analisar o projeto de lei que estabelecerá os novos limites e as condições administrativas decorrentes da alteração.

Entre os pontos que precisarão ser considerados estão a responsabilidade pela prestação de serviços públicos, a delimitação das áreas transferidas e os efeitos financeiros para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

Outro ponto importante diz respeito à apuração dos votos. Os decretos aprovados pela ALMT estabelecem que, para a alteração territorial ser considerada aprovada, é necessária manifestação favorável da maioria dos eleitores em cada um dos dois municípios envolvidos na respectiva consulta.

Gabriel Machado explicou que, em sua interpretação jurídica, a aprovação exige maioria simples dos votos válidos favoráveis em ambos os municípios, não bastando apenas a soma dos votos das duas cidades. Caso os resultados sejam divergentes, com aprovação em um município e rejeição no outro, poderá caber à Assembleia Legislativa avaliar formalmente a situação e os possíveis questionamentos jurídicos.

“Pela leitura do decreto aprovado pela Assembleia, é necessária a maioria favorável nos dois municípios. Se houver resultados diferentes e surgir algum questionamento, a Casa poderá analisar a situação, inclusive com manifestação da Procuradoria. O encaminhamento dependerá do resultado da consulta e da avaliação jurídica do caso”, explicou.

O juiz Darwin de Souza Pontes também abordou essa possibilidade. “Se a maioria votar SIM em Primavera do Leste e NÃO em Poxoréu, por exemplo, entendemos que caberá à Assembleia Legislativa avaliar e deliberar sobre essa situação, porque foi a própria Casa que estabeleceu as condições para a consulta”, esclareceu.

Para Gabriel Machado, independentemente do resultado, os plebiscitos representam uma oportunidade de participação direta da população nas decisões sobre a organização territorial do estado. A manifestação dos eleitores, associada à análise técnica e legislativa, contribuirá para definir os próximos encaminhamentos de cada proposta.



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