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Assentamento de Canabrava do Norte terá primeira Festa do Milho neste sábado (13)

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A primeira Festa do Milho do Assentamento Rural Manah, no município de Canabrava do Norte (1.215 km a Nordeste de Cuiabá), acontece neste sábado (13.05), a partir das 16 horas, com show ao vivo, brincadeiras e comercialização de produtos como pamonha, milho cozido e assado, curau, bolos, tortas, doces e outros. O evento é realizado pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Prefeitura Municipal e Associação das Mulheres, e será no barracão da Associação das Mulheres Campesinas, no antigo colégio Manah.
Preparativos para a Festa do Milho

O técnico agropecuário da Empaer, Bartolomeu Júnior de Sousa Silveira, explica que para realização da festa foi implantada uma lavoura comunitária numa área de dois hectares com a cultura do milho. Para condução da lavoura, os técnicos da Empaer prestaram assistência técnica, a prefeitura repassou a semente e o adubo e as mulheres rurais foram responsáveis pela mão-de-obra realizando o plantio e a colheita do milho. “O recurso arrecadado dessa primeira festa será para auxiliar na regularização da Associação das Mulheres e na compra de insumos para garantir novos cultivos que serão realizados em forma de mutirão pelas agricultoras”, esclarece.

Lavoura comunitária : Plantio de milho numa área de dois hectares

Conforme Bartolomeu, a primeira edição da Festa do Milho visa promover a integração social das famílias e comunidades vizinhas, por meio de atividades de lazer, recreação e apresentação de diversos pratos e comidas típicas elaboradas a partir do milho.

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A extensionista social da Empaer, Lucimara Lenharo Longo, ministrou Curso de Processamento e Aproveitamento de Derivados do Milho para as mulheres rurais, mostrando a versatilidade da matéria prima, permitindo a fabricação de vários produtos, que são tradicionais em nossa cultura. Destacou as Boas Práticas de Fabricação que asseguram as condições higiênico-sanitárias essenciais para fabricação de alimentos.

Curso de Processamento e Aproveitamento de Derivados do Milho

A Presidente da Associação das Mulheres, Maria Ivanildes Lima Santos, fala que mais de 20 mulheres participarão e mostrarão os produtos derivados do milho. Ela destaca que os visitantes poderão degustar os mais variados pratos, como polenta frita, cozida, curau com vários sabores, pão de milho, bolos fritos, dentre outros. “A nossa expectativa é grande para mostrar tudo que aprendemos com o curso oferecido pela Empaer. Estamos contentes em realizar essa festa e esperamos que seja realizada nos anos seguintes”, enfatiza Maria Ivanildes.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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