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Judiciário colabora com instalação de câmeras de segurança em Poconé

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A segurança pública do município de Poconé foi aprimorada com a atuação do Poder Judiciário de Mato Grosso, juntamente com outras instituições públicas e sociedade civil organizada, por meio da instalação de câmeras de monitoramento na cidade.
 
Já estão em funcionamento sete câmeras de “olho vivo” que monitoram a entrada e saída de pessoas e veículos de forma detalhada. Além de contribuir para a identificação de quem comete delitos em Poconé, também aumentam a sensação de segurança da população.
 
A juíza Kátia Rodrigues de Oliveira, responsável pela Vara Única, explica que Poconé é uma cidade peculiar, que se localiza no centro do Pantanal mato-grossense, onde há grande fluxo de turistas estrangeiros, onde se localiza a BR-070 com fluxo de tráfico de drogas e carros roubados, atividade de mineração que atrai muita criminalidade e giro de quantidades significativas de valores, além de ser muito próxima a Cuiabá e Várzea Grande – as duas maiores cidades do estado.
 
“Estou em Poconé desde 2015. Vi situações aqui de termos roubo diariamente. Essas câmeras vêm dar um basta nisso, porque todas as pessoas que entram ou que saem são monitoradas. Isso veio para reduzir significativamente o número de crimes na cidade”, destaca.
 
Delegado titular de Poconé, Maurício Maciel Pereira Júnior afirma que o sistema já está trazendo resultados, por viabilizar ações investigativas ou ações repressivas imediatas. “O investimento tecnológico se faz de essencial importância, como é o caso dessa instalação do sistema de câmeras, porque através disso conseguimos otimizar a atuação policial em uma base de dados que fica integrada ao Ciosp e acessível a todas as forças de segurança”.
 
O Poder Judiciário contribuiu com cerca de 30% do valor total do custo do projeto, por meio de recursos financeiros oriundos das prestações pecuniárias na Vara de Execução Penal de Cuiabá, liberados via GMF (Grupo de Monitoramento e Fiscalização Carcerária).
 
Os sete pontos de monitoramento se unem a uma rede de aproximadamente 200 câmeras interligadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), na Capital, espalhadas pela faixa de fronteira com a Bolívia, rodovia BR-163, divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop e os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde e Primavera do Leste.
 
O projeto contou com a parceria e colaboração do Sindicato Rural de Poconé, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), associações de mineradores, sindicatos e Serviço Social do Comércio (Sesc).
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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