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Ação conjunta identifica e prende em flagrante suspeito por sequência de furtos em São Félix do Araguaia

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Assessoria/Polícia Civil-MT 

Um suspeito de envolvimento com uma série de furtos no comércio de São Félix do Araguaia foi preso em flagrante neste domingo (06.02), após trabalho integrado entre as Polícias Civil e Militar do município.

Por volta das duas horas da madrugada do domingo, uma equipe da Polícia Militar  deparou-se com W. S., de 35 anos, que circulava de bicicleta nas proximidades do Banco do Brasil, na Vila Santo Antônio. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem acelerou e não obedeceu à ordem de parada e se escondeu em uma serralheria.

Após deter o homem, os policiais encontraram com ele vários objetos, que não soube explicar a origem e assim, foi conduzido à delegacia. No percurso, os policiais fizeram uma diligência a uma padaria da região e foi constatado que o comércio estava com a porta arrombada. No local, foram encontrados pedaços de bolo despedaçados sobre o caixa.

Depois de ser avisada sobre o fato, a equipe de investigadores da Polícia Civil foi até a serralheira onde o suspeito havia se escondido. Com autorização do proprietário, os policiais civis entraram no estabelecimento e localizaram diversos outros objetos furtados.

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Em outro imóvel, onde o suspeito estava pernoitando, foram encontrados mais alguns objetos furtados, como colar, pulseira, anéis e fones de ouvido.

Depois da identificação dos objetos pelas vítimas e análise de imagens de câmeras de segurança que captaram a ação do suspeito, foi possível estabelecer a conexão com os demais furtos ocorridos na região, desde dezembro do ano passado.

O delegado de São Félix do Araguaia, Artur Andrade Almeida, representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva em virtude do número de furtos praticados pelo suspeito, o que gerou insegurança à população. O autor dos furtos foi encaminhado para a unidade prisional do município e as vítimas intimadas para identificação e entrega dos objetos subtraídos.

Na semana passada, as Polícias Civil e Militar se reuniram com a prefeita de São Félix do Araguaia e com o representante do Ministério Público Estadual para definir medidas de combate aos furtos no município.

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Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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