POLÍCIA
Foragido por homicídio em MT é localizado após ser denunciado por estupro ocorrido em Tocantins
POLÍCIA
Um homem procurado pela Justiça por uma tentativa de homicídio cometida no município de Vila Rica, na região nordeste de Mato Grosso, foi localizado e preso na cidade de Lagoa da Confusão, em Tocantins, nesta semana.
Em uma ação conjunta entre as Polícias Civis de Mato Grosso e do estado vizinho, foi possível localizar o foragido, de 24 anos, que estava com a prisão preventiva expedida pela 2ª Vara da Comarca de Vila Rica. O crime ocorreu em 2020 e ele também é acusado de estupro de vulnerável ocorrido no ano passado em Lagoa da Confusão.
O homicídio tentado ocorreu em agosto de 2020, quando três pessoas foram vítimas de disparos de arma de fogo. As vítimas informaram que estavam bebendo na casa de um amigo em comum, quando uma mulher fez ameaças de morte contra o grupo e alegou que mandava no setor. Após isso, ela saiu do local e minutos depois retornou, acompanhada por um homem que, sem nenhum motivo aparente, sacou uma arma longa e fez disparos contra as vítimas, sob ordem da mulher. Em seguida, os dois fugiram. Desde o crime, a dupla era procurada. A mulher segue foragida.
Estupro
Além do homicídio, J.P.S. também é investigado por estupro de vulnerável praticado contra uma criança de 11 anos. Ele era companheiro da avó da vítima e aproveitando-se da proximidade que tinha com a criança, que morava na mesma casa, teria praticado os abusos, no início deste ano.
Após a descoberta da violência sexual, ele ameaçou a vítima e sua mãe elas se mudaram para Vila Rica, onde registraram o crime ocorrido em Lagoa da Confusão e policiais civis identificaram o suposto autor.
Com o compartilhamento e troca de informações entre as Polícias Civis do Mato Grosso e de Tocantins, investigadores das delegacias conseguiram cumprir o mandado de prisão em aberto. Após os procedimentos legais, o criminoso foi conduzido à Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, onde esta a disposição da Justiça.
A prisão faz parte da Operação “Amón”, nome de origem grega que significa oculto ou escondido. Participaram das diligências policiais do Núcleo de Inteligência Regional de Vila Rica, Delegacia de Vila Rica e 58ª Delegacia de Lagoa da Confusão e 57ª DP de Pium (TO).
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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