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Onça-pintada domesticada por fazendeiro de MT é destinada para recinto do Instituto Nex

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Batalhão de Policia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) fizeram nesta quarta-feira (02.01) a contenção e destinação de uma onça-pintada (Panthera onca) para a reserva do Instituto Nex, em Goiás. O animal  vinha sendo mantido, desde filhote, em uma fazenda em Cáceres (2019 km de Cuiabá), com vida livre e comportamento dócil. 

A retirada do animal foi necessária devido a aproximação com humanos do entorno, o que facilita uma possível caça do animal, que está em extinção. Conforme os responsáveis pela área, ainda filhote, a onça foi resgatada após incêndios no ano de 2020, e desde então, tem sido alimentada por humanos. Denominada de Marruá pelos moradores da fazenda, a onça é fêmea, e tem aproximadamente dois anos de idade.

“Pelo fato dela estar muito dócil e domesticada não será possível a soltura em habitat natural. Por enquanto, ela ficará em um recinto sob a guarda do Instituto Nex”, explica Fernando Siqueira, Gerente de Fauna da Sema. 

A Sema orienta que quem encontrar filhotes de animais silvestres, ou até mesmo animais adultos que estejam em ambienta urbano, ou com ferimentos, que entra em contato com a Sem ou Batalhão ambiental para a retirada do animal. “Orientamos que seja feita a entrega voluntária do animal para que passe pelos cuidados necessários e seja dada a destinação correta”, conta. 

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O Instituto de Preservação e Defesa de Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (NEX) possui um refúgio onde os felinos resgatados com ferimentos ou em situação de risco são acolhidos e cuidados. As tratativas para a destinação do animal também contaram com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos (CENAP). 

Denúncias ou entrega voluntária de animais 

Para realizar denúncias ou solicitar o regate ou entrega voluntária de animais basta entrar em contato com a Sema pelo telefone 0800 065 3838. 

Fonte: GOV MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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