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Plínio critica ‘caos’ em hospital de Manaus e cobra investigação

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), lamentou a situação do hospital 28 de Agosto, em Manaus (AM). Ele criticou a gestão terceirizada da unidade e alertou sobre os impactos na saúde pública do estado.

Segundo o senador, a Organização Social de Saúde (OSS) que administra o hospital já possui histórico de falências, o que caracteriza, na sua opinião, a “incapacidade” de administrar o hospital adequadamente. Plínio disse ainda que a empresa é responsável “pelo caos na saúde pública”, área que recebeu R$ 30 milhões em investimentos.

— Essa OSS tem um histórico péssimo de falir hospitais em Goiás e São Paulo. Vai falir o 28 de Agosto, que é um patrimônio do Amazonas. A gente não quer punição, nem quer que alguém vá preso, queremos dar um basta. Se essa empresa não vai dar conta do recado, que façamos o distrato desse contrato. Trinta milhões por nada, porque, para promover um caos, não precisa ser pago. Qualquer incompetente faz isso — acusou.

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Plínio assinalou que o hospital é um centro de referência, que realiza mais de 15 mil internações por ano e 800 cirurgias por mês. O senador denunciou atraso no pagamento de médicos e disse que ortopedistas e cirurgiões que estão sem receber salário foram obrigados a deixar o hospital. Para ele, a situação traz prejuízos à formação médica no estado.

— As faculdades vão perder campo de estágio com a privatização. Não tem mais onde fazer aquele primeiro ano de residência, e isso afeta diretamente a formação dos novos médicos — disse.

Plínio também cobrou uma postura “mais firme” do governador do Amazonas, Wilson Lima, diante da crise no hospital e afirmou que vai buscar apoio do Ministério da Saúde, do Ministério Público Federal e do Conselho Regional de Medicina para que a situação seja fiscalizada e solucionada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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