POLITÍCA NACIONAL
Paim celebra fundo de R$ 6,5 bilhões para reconstrução do Rio Grande do Sul
POLITÍCA NACIONAL
O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou, em pronunciamento nesta segunda-feira (16), a medida provisória que cria um fundo privado com o objetivo de apoiar a requalificação e a recuperação da infraestrutura das áreas afetadas pelos eventos climáticos no Rio Grande do Sul (MP 1.278/2024). A medida faz um aporte de R$ 6,5 bilhões para as obras de adaptação a eventos climáticos extremos no estado.
Paim, que é presidente da comissão temporária que acompanha o enfrentamento à calamidade no estado (CTERS), afirmou que a liberação do recurso foi uma das reivindicações junto ao Executivo.
— Essas obras serão de extrema relevância para minimizar os efeitos climáticos futuros. Estou feliz nesse aspecto, porque o trabalho coletivo que foi realizado surtiu efeito. Quero enfatizar que os compromissos do governo federal em auxiliar o estado estão sendo cumpridos. Os recursos são muito bem-vindos, resultado de ações coletivas promovidas pelo Congresso Nacional, pelo governo federal, pelo governo estadual e, naturalmente, pelos prefeitos e vereadores.
Paim também destacou que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou cinco mensagens de crédito destinadas a impulsionar o desenvolvimento da cidade de Porto Alegre (RS). O senador expicou que os créditos serão destinados ao financiamento de programas de revitalização da área central da cidade, de recuperação da infraestrutura social, de drenagem urbana e de transformação territorial.
— Essas autorizações representam um esforço significativo para impulsionar o desenvolvimento da capital de todos os gaúchos. Essas iniciativas não apenas modernizarão a infraestrutura urbana, mas também farão de Porto Alegre um exemplo de resiliência climática e inovação social.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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