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Oriovisto propõe limite para a dívida pública

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O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) defendeu, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), defendeu a criação de uma legislação que imponha um teto para a dívida pública federal. A proposta, segundo ele, deve fixar um valor máximo a ser atingido e, caso esse limite seja ultrapassado, o governo federal teria um prazo de 15 anos para reduzir a dívida até o teto estabelecido. O parlamentar afirmou que “dar previsibilidade à dívida é essencial para atrair investimentos, controlar a inflação e reduzir os juros”.

— O mais importante é dar ao mercado, aos investidores e aos brasileiros um sinal claro de que a dívida do governo é uma dívida pagável. Quando isso acontecer, o dólar vai começar a baixar, a inflação também, e os juros vão cair. Aí entraremos num círculo virtuoso — afirmou.

Oriovisto também criticou o método adotado pelo governo para medir a situação fiscal do país. Segundo ele, o foco no resultado primário, que desconsidera o pagamento de juros da dívida, mascara a real condição das contas públicas.

— A nossa dívida interna bateu, no final do ano passado, em praticamente R$ 10 trilhões. Os nossos juros, graças à inflação, são de 15% ao ano. Qualquer um que saiba fazer conta sabe que 15% de R$ 10 trilhões vai dar R$ 1,5 trilhão, que o Brasil vai pagar de juros da dívida interna. Se fosse uma empresa, já teria pedido recuperação judicial há muito tempo, porque não vai conseguir honrar as dívidas, não vai conseguir honrar aposentadorias daqui a pouco — disse.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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