POLITÍCA NACIONAL
Na CRA, ministro da Agricultura defende isenção tributária de alimentos
POLITÍCA NACIONAL
O ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ouvido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (19), cumprimentou a decisão do governo de reduzir tarifas de importação sobre certos alimentos,. Ele ressalvou que a medida pode não surtir efeito em todos os casos, mas que o governo optou por não fazer “pirotecnia” na busca de reduzir a inflação.
Na audiência pública, destinada a explicar aos membros da CRA as diretrizes do ministério para os próximos anos, Fávaro destacou a ampliação da cota de entrada de óleo de palma, que será particularmente benéfica para a indústria.
— Vai tirar pressão sobre o óleo de soja para a indústria de alimentos no Brasil, e, com a chegada da safra brasileira, que é recorde, inclusive na safra de soja, os preços devem ceder à estabilidade. Mas o governo continua com a caneta na sua mão: se precisar, amplia a cota de novo.
Supermercado do mundo
Tratando das ações do ministério, Fávaro classificou como “marco histórico” o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial da Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação, previsto para 29 de maio. Ele salientou que essa certificação abrirá mercados importantes para os produtos brasileiros, como o Japão. Para o ministro, a conquista reforça a condição do Brasil como “supermercado do mundo”.
— Abrimos 344 novos mercados para os produtos da agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Nunca em dois anos se abriram tantos mercados, e de forma diversificada. (…) Tudo que se produz no campo brasileiro hoje está aberto, ganhando oportunidades no mundo.
COP30
Segundo o ministro, a conferência COP30, a ser realizada em Belém, em novembro, traz uma oportunidade para a Embrapa apresentar ao mundo a qualidade e a sustentabilidade da produção rural do Brasil.
— É fundamental, também, para que a gente mantenha a soberania nacional dentro desta COP, que não venham de fora para apontar o dedo para a agropecuária brasileira como vilã, que não é — ponderou.
Sobre o tema, Fávaro lembrou a decisão do Carrefour de interromper a compra de carnes do Mercosul para atender a demanda de agricultores franceses, situação que despertou uma “completa união” do Brasil em torno do tema.
— Se não querem comprar produtos brasileiros, que não comprem. Mas falar mal, não será admitido.
Plano Safra
Fávaro lamentou que a tomada de crédito pelos médios e grandes produtores tenha migrado das condições do Plano Safra para as cédulas de produtor rural (CPRs), papéis que são “blindados” em caso de recuperações judiciais. Para o ministro, a situação é preocupante, pois afasta os produtores do crédito subsidiado. Ele relatou conversas com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para orientação dos juízes de primeira instância sobre a aplicação da lei de recuperação judicial.
— É um instrumento legal, mas tem que ter critérios muito técnicos, ou vai continuar prejudicando o crédito da maioria dos produtores brasileiros.
Fávaro também destacou, entre outros pontos, a reestruturação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) diante das mudanças no clima, com instalação de novas estações de coleta de dados, modernização das existentes, e implantação de sistemas de inteligência artificial para análise climática. Ele prometeu avanços na desburocratização dos certificados sanitários e da análise de pesticidas.
CAR inoperante
Respondendo aos senadores, Carlos Fávaro lembrou sua atuação como secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso e relatou sua experiência com o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Para ele, que defendeu a revisão da legislação, o cadastro é alimentado com informações “não fidedignas” — em alguns estados, a sobreposição de propriedades chega a 90%.
— Não se trata do ministério A, B ou C para que ele possa ser destravado. (…) O problema do CAR é o sistema inoperante e ineficiente, que foi construído com o viés de pulverização de informação, e não com o que está previsto no Código Florestal, que é a regularização ambiental das propriedades.
Perdas no RS
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) chamou a atenção para as perdas da produção rural no Rio Grande do Sul nos últimos cinco anos, agravada pela tragédia das enchentes em 2024. Ele defendeu projeto para renegociação das dívidas dos produtores.
— O PIB do estado está desde 2013 parado, sem crescer, enquanto o Brasil cresce uma média de 2,5% por ano, o Rio Grande do Sul está estacionado. Tudo em função da agricultura e da pecuária — disse o senador.
Fávaro reconheceu que o problema precisa de “solução estruturada” e pediu ao Ministério da Fazenda uma prorrogação do vencimento das dívidas dos produtores gaúchos.
— Um programa faz-se muito necessário. É muito importante o condicionamento de medidas que mitiguem os problemas do Rio Grande do Sul. (…) Tem que ser estruturado tudo isso dentro deste novo programa (…) para trazer estabilidade: não adianta fazer uma securitização [das dívidas] e continuar sofrendo intempérie climática.
Seguro rural
O senador Jayme Campos (União-MT) cobrou a expansão do seguro rural, lembrando que no Brasil somente 10% da área plantada está coberta por algum tipo de seguro. Fávaro lembrou que não há no país uma subvenção ao seguro rural, e contrastou os avanços da produção rural brasileira com o problema da escassez de seguro.
— Acredito que vamos encontrar uma saída para essa que é a maior das carências do arranjo produtivo brasileiro.
Em resposta à senadora Tereza Cristina (PP-MS) sobre o tema, Fávaro sublinhou que a falta de seguro encarece o crédito rural, e há consciência do governo para a modernização do setor.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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