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Moro critica asilo à ex-primeira-dama do Peru e cobra explicações do Itamaraty

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (22), o senador Sergio Moro (União-PR) criticou a concessão de asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia condenada por lavagem de dinheiro. Heredia fpo acusada de receber recursos ilegais da empreiteira Odebrecht durante o governo do marido, o ex-presidente Ollanta Humala, também condenado. Segundo o parlamentar, a decisão do governo brasileiro afronta tratados internacionais, já que o asilo, segundo ele, não se aplica a pessoas condenadas por crimes comuns.

— O asilo diplomático visa proteger pessoas perseguidas politicamente, pessoas que sofrem injustiças. Em nenhum momento, porém, os tratados ou a legislação brasileira autorizam que o asilo seja concedido a pessoa que tenha sido condenada por crime comum. E, no caso, é um crime que é uma verdadeira chaga na América Latina, que é a corrupção — afirmou.

Moro cobrou explicações do Itamaraty sobre a concessão do asilo e o envio de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar Nadine Heredia ao Brasil. Segundo o senador, a operação conferiu tratamento de chefe de Estado a uma pessoa condenada pela Justiça. Moro destacou que o Peru vem responsabilizando judicialmente diversos ex-presidentes por envolvimento com a Odebrecht, enquanto o Brasil se torna um refúgio para condenados.

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O senador destacou que a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou, por unanimidade, um requerimento para que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, compareça ao colegiado e preste esclarecimentos.

— Ainda tivemos a deferência de converter a convocação em convite, mas o ministro Mauro Vieira tem muito a se explicar, porque ele escreveu uma página vergonhosa na história do Itamaraty. Se recebeu ordens, deveria ter recusado. Ele, no entanto, diz que agiu por conta, e não acreditamos nessa história, pois nós sabemos a origem e os motivos desse asilo diplomático — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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