POLITÍCA NACIONAL
Ministro das Relações Exteriores falará na CI sobre a prestação de contas em Itaipu
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (25) dois requerimentos que tratam de questões ligadas à Itaipu Binacional. Um deles é um convite ao ministro das Relações Internacionais, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre o atraso na instalação da Comissão Binacional de Contas da usina.
O convite foi do senador Rogério Marinho (PL-RN). Ele ressalta que a criação da comissão representa um “marco essencial” no fortalecimento dos mecanismos de transparência, governança e controle binacional da gestão de Itaipu.
“Passados mais de três anos, o que se nota é a total inércia na efetiva instalação da Comissão Binacional, o que tem comprometido a capacidade de fiscalização institucional do Brasil sobre a gestão de recursos da usina”, questiona o senador no requerimento.
Gastos
O outro convite, proposto pelo senador Marcos Rogério (PL-RO), é para o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri. Ele vai prestar informações sobre os gastos da empresa em ações que não estão relacionadas com a atividade-fim da instituição.
O senador aponta que, nos dois primeiros anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a usina de Itaipu transferiu quase o dobro de recursos para projetos sem licitação, em comparação ao governo anterior. Marcos Rogério destaca que, de 2023 a 2024, foram R$ 4,8 bilhões em convênios. Já de 2019 a 2022, a soma foi de R$ 2,6 bilhões.
Na justificativa apresentada, o senador pondera que a função das empresas estatais “não é de bancar políticas públicas, mas de passar retorno à União por meio do pagamento de participações no lucro, para assim financiar investimentos públicos e transferir recursos a municípios e estados, de maneira transparente e que conste no Orçamento federal”.
“O destino dos recursos se distanciou da principal função da usina, que é de fornecer energia elétrica mais barata possível para os consumidores brasileiros”, afirma.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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