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Humberto Costa defende punição severa a envolvidos em tentativa de golpe de Estado

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O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou o avanço das investigações da Polícia Federal sobre a tentativa de golpe de estado após as eleições de 2022. Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (26), o senador mencionou o indiciamento, pela Polícia Federal, do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 36 pessoas, entre elas militares de alta patente e ex-ministros do governo anterior. 

— Tentaram cooptar o Alto Comando das Forças Armadas a praticar atos terroristas em unidades militares, fomentar uma guerra civil e envolveram na trama integrantes dos chamados ‘kids pretos’, força especial do Exército, que chegaram a ir às ruas para prender, sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes. Os assassinatos de Lula, de Alckmin e de Moraes foram amplamente discutidos na casa do general Braga Netto, que foi ministro de Bolsonaro e vice na sua chapa, e tiveram o sinal verde dado pelo então presidente, que aceitou, nas palavras de um dos criminosos, o assessoramento da organização, denotando o seu total apoio a que as execuções fossem feitas até o dia 31 de dezembro de 2022 — disse o senador.

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Humberto Costa defendeu punições severas aos envolvidos, descartando qualquer possibilidade de anistia. Ele afirmou que erros históricos de tolerância com golpistas perpetuam ameaças à democracia e enfatizou a importância de fortalecer o Estado de direito.

— O Brasil não anistiará nenhum bandido, não anistiará nenhum dos criminosos que atentaram contra a nossa democracia, contra o Estado de direito, contra a vontade soberana do nosso povo. Não anistiaremos assassinos, não anistiaremos terroristas. Todos responderão na forma da lei por cada um dos crimes cometidos — enfatizou.

Humberto Costa criticou os que tentam minimizar as acusações, ressaltando que tanto a tentativa de golpe quanto os preparativos para assassinatos — do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Superior Tribunal Federal Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral — são crimes previstos no Código Penal. Ele atribuiu o fracasso do plano contra a democracia à resistência de comandantes das Forças Armadas e à ausência de apoio internacional, mencionando a postura de autoridades dos Estados Unidos. O senador sublinhou que, mesmo sem a execução dos atos, a tentativa configura um crime de extrema gravidade.

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— Não adianta vir com essa discussão de que quem pensou em matar não cometeu crime. Nesse caso específico, não foi apenas um pensamento de uma meia dúzia de pessoas. Houve a ação, houve toda a condução de um processo que só não se realizou por razões alheias à vontade dos que estavam preparados para matar o presidente, o vice e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral. No caso do golpe de Estado, não existe fazer, tentar e não acontecer. Porque, se acontece, quem é que vai investigar o que aconteceu? Por isso, o nosso Código Penal prevê como crime a tentativa — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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