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Girão pede intervenção federal na segurança pública do Ceará

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu, em pronunciamento nesta terça-feira (25), a intervenção federal no Ceará. Ele informou que protocolou um pedido formal à Presidência da República, solicitando ação imediata diante do avanço das facções criminosas no estado. E destacou que uma cópia do documento será enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo Girão, “a população cearense vive sob medo constante”, com casos recorrentes de assassinatos e toques de recolher impostos por criminosos.

— A população está apavorada com o que está acontecendo. E nós [parlamentares], pessoas eleitas para proteger, dar soluções, defender uma sociedade, temos de agir — afirmou.

O senador relatou casos de assassinatos de vereadores e aumento da violência contra crianças e mulheres. Também disse que facções criminosas estariam cobrando “pedágio”, incendiando veículos e ameaçando empresas em áreas estratégicas do estado, como a região do Porto do Pecém (que, de acordo com algumas estimativas, concentra investimentos de aproximadamente R$ 50 bilhões).

— A população perdeu a confiança na capacidade do Estado de garantir segurança. (…) A sensação de impunidade toma conta do estado. Os cidadãos são proibidos de sair de casa, de visitar familiares e até de trabalhar. O direito de ir e vir é sagrado, constitucional. É insustentável o que está acontecendo — protestou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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