POLITÍCA NACIONAL
Frente da Saúde das Mulheres vai priorizar neste ano os cuidados de prevenção
POLITÍCA NACIONAL
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Saúde das Mulheres deve trabalhar neste ano em benefício da saúde integral da mulher e ainda pelo aumento dos cuidados de prevenção no país, seja do câncer de colo de útero ou do câncer de mama, entre tantas outras questões que atingem especificamente as mulheres. Em evento nesta quarta-feira (12) para lembrar o mês da mulher a presidente do grupo, deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA), defendeu a prevenção.
“No momento em que você faz campanhas diárias para prevenção, o resultado final com certeza é bem melhor para o governo. O melhor é você gastar milhões na prevenção ou milhões remediando?”, questionou. “É óbvio que é melhor você gastar prevenindo. Hoje nós temos milhares de mulheres em fase terminal que nunca tiveram a oportunidade de fazer um exame de prevenção. Esse é o nosso cuidado, é o nosso dever”, enfatizou.
A ideia de Renilce é trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde e o novo ministro, Alexandre Padilha. “Ele quer lançar no ano que vem um projeto mais focado na defesa da saúde da mulher”, informou a parlamentar.
Temas
Diversas especialistas participaram do evento promovido pela frente parlamentar nesta quarta, na Câmara dos Deputados. Elas falaram sobre planejamento familiar e contracepção, endometriose, hemorragia pós-parto e violência doméstica, entre outros assuntos.
Andrea Bento, da Colabore com o Futuro, entidade que busca combater a desigualdade na saúde, disse que trabalhará junto à frente, pensando a mulher como um todo, nos aspectos físicos, sociais, morais e de saúde.
“A gente ainda tem que evoluir muito na questão do planejamento familiar, na questão do uso do DIU, na questão da mulher que sofre com endometriose, com o climatério, com hemorragia após o parto”, listou Andrea.
Os diversos papéis que a mulher exerce na sociedade conduzirão os trabalhos da frente. Renilce Nicodemos disse que, para que possam ser mães, filhas, esposas, profissionais e líderes em suas comunidades, as mulheres precisam ter sua saúde valorizada e protegida. Uma mulher saudável, disse a parlamentar, tem mais chances de alcançar uma educação de qualidade ou de buscar oportunidades de trabalho.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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