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Devemos continuar o legado do papa Francisco, diz Humberto Costa

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O senador Humberto Costa (PT-PE) enalteceu o legado do papa Francisco, em pronunciamento nesta terça-feira (22). Para ele, os atos de Francisco devolveram à Igreja “o frescor radical do Evangelho de Jesus Cristo” na solidariedade com os pobres, na busca da inclusão e na denúncia da desigualdade.

— Escolheu o nome Francisco não por acaso. [Foi] inspirado em São Francisco de Assis, o santo dos pobres, dos despojados, dos animais e da natureza. Ele nos convocou a olhar para o mundo com compaixão, com humildade e, sobretudo, com coragem.

Humberto salientou que Francisco rejeitou a “idolatria do dinheiro” e a cultura do ódio. Pediu diálogo entre as nações, e abriu diálogo com setores da sociedade que até então sentiam-se excluídos da Igreja. O parlamentar ainda lembrou do cuidado de Francisco com o meio ambiente, colocando o combate às mudanças climáticas como um dever ético de toda a humanidade, e destacou a atenção do papa às comunidades marginalizadas no Brasil.

— Com a sua morte, Francisco nos deixa um vazio, mas também uma missão. Nos cabe agora honrar sua memória com ação, continuar sua luta com ternura, e preservar sua herança de justiça, de fé e de coragem — ressaltou.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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