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Damares critica STF e denuncia violações de direitos humanos

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento nesta terça-feira (29), afirmou que o Brasil vive um acúmulo de violações de direitos humanos. Ela citou a intimação judicial enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a internação dele em uma UTI. Para a senadora, a medida configura desrespeito à lei.

— Um ex-presidente da República na UTI, em situação grave, sendo importunado por um oficial de justiça, a mando de um ministro da Suprema Corte. A legislação fala que quando a pessoa está doente, passando mal, não pode ser intimada. É uma violação da legislação, é uma afronta aos direitos humanos, que mostra que esta nação pode esperar tudo de um ministro da Suprema Corte que se sente semideus — disse. 

A senadora também criticou a prisão do general da reserva Walter Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. O militar está detido há mais de 160 dias, segundo a parlamentar, sem condenação ou denúncia formal. Ela comparou a situação à de criminosos violentos que, conforme argumentou, são libertados após o fim do prazo legal da prisão preventiva. Na opinião dela, o general está preso apenas por ter recebido um telefonema do pai de outro investigado.

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Além disso, Damares denunciou obstáculos à atuação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida por ela. A senadora disse que o ministro Alexandre de Moraes ainda não autorizou visitas da comissão a presos do 8 de janeiro em situação de vulnerabilidade — o que, em sua avaliação, representa uma afronta institucional.

— O que eu estou falando é muito sério! É violação de direitos humanos o que o ministro Alexandre de Moraes está fazendo, e, muito mais que violação de direitos humanos, é um desrespeito ao Parlamento, a um colegiado, a uma comissão séria, que é a Comissão de Direitos Humanos, uma comissão composta por parlamentares de todos os partidos — declarou. 

A parlamentar defendeu o combate à corrupção e informou que protocolou pedido de impeachment do ministro da Previdência, Carlos Lupi, além de preparar outro pedido contra o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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