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CRE vota criação de empresa pública de projetos aeroespaciais

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) deve votar nesta terça-feira (10) o projeto que autoriza a criação da Alada, empresa pública brasileira para projetos aeroespaciais (PL 3.819/2024). A nova empresa será responsável por executar projetos de grande escala no setor, incluindo o desenvolvimento de satélites, foguetes e outras tecnologias. A reunião está marcada para as 10h.

O projeto ainda aguarda o parecer do relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele veio do Poder Executivo, foi aprovado na Câmara dos Deputados em novembro e agora tramita no Senado.

Pela proposta, a Alada será uma subsidiária da NAV Brasil, empresa estatal de serviços de navegação aérea, e absorverá algumas das suas funções. A NAV Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa, foi criada em 2020 para cuidar de serviços como operação de radares e medição meteorológica, antes a cargo da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

De acordo com o Executivo, a Alada será uma empresa “estratégica” para o Brasil, contribuindo para a “autossuficiência” em materiais aeronáuticos, espaciais e bélicos e em tecnologias sensíveis, como as usadas na indústria aeronáutica e de defesa. Além disso, a iniciativa pretende “otimizar” a atuação do Comando da Aeronáutica, especialmente em áreas relacionadas ao controle do espaço aéreo e à navegação. 

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O projeto também prevê a contratação de pessoal técnico e administrativo por tempo determinado, com a possibilidade de a empresa contar com servidores públicos e militares cedidos para sua operação. Por fim, o texto afirma que serão utilizados os recursos do Fundo Aeronáutico para a implementação de projetos de interesse do Comando da Aeronáutica.

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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