POLITÍCA NACIONAL
CRE aprova Felipe Costi Santarosa para embaixada no Suriname
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do diplomata Felipe Costi Santarosa para o cargo de embaixador do Brasil no Suriname. A mensagem (MSF 51/2024) recebeu relatório do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), lido pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR). A matéria segue para o Plenário.
Durante a sabatina, o indicado afirmou que a recente descoberta de jazidas petróleo no litoral surinamês deve gerar “um grande impacto econômico no pais”.
— Essa descoberta trará maior atenção de parceiros externos, sobretudo de outros países produtores de petróleo e de empresas do setor energético. O inicio da exploração, que está previsto para 2028, impulsionará o Produto Interno Bruto e alterará as variáveis socioeconômicas e de investimento. Estamos prestes a uma grande mudança de paradigma no Suriname. O país deve checar a crescer em breve a ritmos muito altos — afirmou.
O senador Chico Rodrigues concorda. Para ele, a descoberta “amplia as possibilidades de cooperação bilateral” com o Brasil.
— O contexto descrito deve impulsionar a corrente de comércio entre os dois países. Para dinamizar ainda mais o relacionamento entre os dois países, o Ministério do Planejamento elaborou projeto que prevê melhora na infraestrutura rodoviária, energética e digital na região e deverá incentivar as exportações e importações brasileiras, consolidando nova via de escoamento da produção da região Norte em direção ao Caribe, à América Central e mesmo aos Estados Unidos e Europa — destacou.
Perfil
Nascido em Porto Alegre (RS) em 1969, Felipe Costi Santarosa ingressou na carreira diplomática em 1995. Ele já atuou em representações do Brasil na África do Sul, nos Estados Unidos e na Irlanda, entre outros.
Localizado no norte da América do Sul, o Suriname é uma ex-colônia do Reino dos Países Baixos, com população estimada em 647 mil habitantes. As relações diplomáticas com o Brasil começaram em 1975, ano da proclamação de independência surinamesa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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