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CPI das Bets pode convocar Virgínia Fonseca e Felipe Prior

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A comissão parlamentar de inquérito que investiga as apostas on-line, a CPI das Bets, pode votar na terça-feira (3) os requerimentos de convocação da influenciadora digital Virgínia Fonseca e do ex-BBB Felipe Prior, e de requisições de relatórios financeiros, entre eles o da influenciadora Deolane Bezerra. Na mesma reunião, a comissão deve ouvir representantes das empresas de apostas Sportingbet e Bet Nacional, na condição de investigados. A reunião está marcada para as 11h.

O requerimento de convocação de Virgínia Fonseca é da relatora da comissão, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). No pedido para que Virgínia seja convocada como testemunha, a senadora afirma que a influenciadora tem “expressiva popularidade e relevância” no mercado digital, onde exerce forte influência sobre milhões de seguidores. Virgínia soma mais de 51 milhões de seguidores no Instagram e mais de 38 milhões no TikTok. Toda essa popularidade, lembrou a senadora, já foi usada para divulgar as empresas de apostas, o que justificaria a convocação.  

“Como uma das maiores personalidades da internet no Brasil, Virgínia desempenha um papel central na promoção de marcas e serviços, incluindo campanhas publicitárias relacionadas a jogos de azar e apostas on-line. Nos últimos anos, a influenciadora esteve envolvida em campanhas de marketing para casas de apostas, utilizando sua ampla base de seguidores”.

Outros requerimentos

Entre os 34 requerimentos da pauta também está o de convocação do ex-BBB e influenciador digital Felipe Prior como testemunha. No pedido, o senador Izalci Lucas (PL-DF) cita reportagens que apontaram cláusulas do contrato de Prior com a empresa Betsat. O documento teria cláusulas que garantiriam ao influenciador uma porcentagem (15%) do prejuízo dos apostadores cadastrados por sua indicação nas redes sociais. A Betsat, segundo o senador, está na lista de casas de apostas autorizadas pela Ministério da Fazenda a operar no Brasil.

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Na lista de requerimentos também há vários pedidos de relatórios de inteligência financeira (RIFs) — documentos elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) a partir de informações de operações atípicas enviadas por instituições financeiras e outros setores obrigados por lei a colaborar com a política de prevenção à lavagem de dinheiro.

Entre esses pedidos, está um do senador Izalci para que seja fornecido o Rif da influenciadora Deolane Bezerra, que foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. Deolane já foi convocada pela CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, mas não compareceu.

Oitivas

Na segunda parte da reunião, serão ouvidos três depoentes, um na condição de convidado e outros dois convocados pela CPI, na condição de investigados.

O primeiro ouvido será o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Alexandre Dudena, convidado pela comissão como especialista, para falar sobre as políticas atuais de regulação e sobre os mecanismos de controle das apostas. A intenção é que ele esclareça como o governo lida com a explosão do mercado de apostas e se as medidas atuais são suficientes para proteger os consumidores e a integridade do mercado. Os requerimentos para o convite são da relatora da comissão e do senador Izalci.

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Na condição de investigado pela CPI, foi convocado Marcus da Silva, diretor do grupo Entain, que é proprietário do site de apostas Sportingbet. No requerimento para a convocação, a relatora afirma que a presença dele na comissão é justificada pela relevância da empresa no mercado de apostas esportivas. Pra ela, a audiência é vista como essencial para o avanço das investigações, proporcionando informações sobre o funcionamento da Sportingbet e sua conformidade com as leis brasileiras.

Também como investigado, a comissão vai ouvir João Studart, diretor-executivo da Bet Nacional, outra empresa de apostas. De acordo com Soraya Thronicke, a empresa movimenta grandes somas de recursos e há indícios de que a falta de controle rigoroso sobre essas operações possa facilitar esquemas de lavagem de dinheiro. A convocação é uma forma de obter informações sobre os mecanismos de segurança financeira e transparência adotados pela empresa, assim como o papel de seus representantes na regulação e fiscalização das transações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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