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Confúcio Moura defende prioridade para reforma tributária

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) defendeu, em pronunciamento nesta segunda-feira (31), que a regulamentação da reforma tributária seja tratada como prioridade pelo Congresso Nacional. Para o parlamentar, a medida é essencial para reduzir a burocracia e impulsionar a economia brasileira, promovendo maior competitividade no cenário internacional.

O senador destacou que a reforma tributária é indispensável para modernizar o sistema de tributos e facilitar transações econômicas, especialmente as exportações, com o objetivo de incentivar o setor produtivo e empresarial. Segundo ele, a simplificação dos processos tributários contribuirá para o crescimento econômico e o fortalecimento da economia nacional.

— É indispensável que isso tudo seja modificado para que o Brasil possa realmente competir; não ter esse Custo Brasil tão dispendioso. Somos excelentes produtores de grãos, somos excelentes produtores de carne, somos excelentes produtores de minerais, mas, na realidade, o que nos atrapalha mais são essas barreiras, essas dificuldades que nós temos em abrir mercado — enfatizou.

Confúcio Moura também chamou a atenção para os desafios na área de saneamento básico, e destacou a necessidade de fiscalizar a implementação da Lei Geral de Saneamento. Ele ressaltou os baixos índices de saneamento na Região Norte, especialmente em Rondônia, onde apenas 3% a 4% da população têm acesso a esgoto tratado. O senador destacou que a falta de água potável é uma realidade comum nas áreas ribeirinhas, o que representa um grande obstáculo para a melhoria da qualidade de vida na região.

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— A Lei Geral de Saneamento foi aqui brilhantemente relatada pelo inesquecível senador Tasso Jereissati, e ela tem cláusulas determinadas, que é justamente no ano 2033. Estamos no ano 2025, faltam oito anos para que o Brasil todo tenha 100% de água tratada e pelo menos 91% de esgoto. É um desafio do tamanho do céu, é grande. E nós aqui precisamos fiscalizar justamente os processos de concessão que a Lei Geral de Saneamento estipula — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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