CUIABÁ

POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova projeto que prevê audiodescrição obrigatória em arenas esportivas

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou projeto que altera a Lei Geral do Esporte para prever a obrigatoriedade de audiodescrição nas arenas esportivas para espectadores com deficiência visual. Atualmente, a lei aborda a acessibilidade para espectadores com deficiência ou com mobilidade reduzida, mas não especifica direitos para pessoas com deficiência visual, especialmente em eventos esportivos audiovisuais.

O texto aprovado foi um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), ao Projeto de Lei 2513/24, do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Originalmente, a proposta alterava o Estatuto a Pessoa com Deficiência. Julio Cesar Ribeiro, no entanto, considerou mais oportuno mudar a Lei Geral do Esporte, mais afeita à temática da comissão. Ele manteve o conteúdo do projeto.

Julio Cesar destacou a relevância da proposta, ao citar dados do IBGE de 2022 segundo os quais 18,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência (8,9% da população). Em relação à deficiência visual, 6,5 milhões de pessoas têm dificuldade parcial ou total para enxergar.

Leia Também:  Comissão aprova sanções a prestadores que facilitarem turismo sexual

O relator citou os dois principais desafios que as pessoas com deficiência visual enfrentam para participar de eventos culturais e esportivos: barreiras físicas e falta de acessibilidade nas atrações, que têm natureza predominantemente audiovisual. “A proposta busca combater esse obstáculo, garantindo melhor acesso a esses eventos”, resume Ribeiro.

A audiodescrição é um recurso utilizado para traduzir imagens em palavras, descrevendo expressões, ambientes e outros detalhes visuais ausentes nos diálogos. “Atende não somente pessoas com deficiência visual, mas também indivíduos com deficiência intelectual, dislexia e autismo”, acrescentou o deputado.

Se for aprovada e virar lei, a medida será regulamentada posteriormente.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Da Redação – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

Publicados

em

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

Leia Também:  Comissão aprova sanções a prestadores que facilitarem turismo sexual

Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA