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Comissão aprova projeto para incentivar aproveitamento de água da chuva nos prédios

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2136/24, que prevê mecanismos para estimular o uso de sistemas de coleta de água da chuva nos edificações públicas e privadas.

Entre outros pontos, o texto prevê que:

  • as unidades do Programa Minha Casa Minha Vida e as construídas com fundos públicos devem ter sistemas de conservação e uso racional da água;
  • as edificações públicas devem ter sistema de captação de água de chuva para uso em áreas externas, como jardins, observada a viabilidade técnica;
  • a política urbana deve padronizar as normas dos sistemas de coleta e uso das águas pluviais nos prédios;
  • lei municipal definirá prazos e condições para a instalação de equipamentos economizadores da água, e outras medidas, nas edificações.

A proposta, do ex-deputado Hildo Rocha (MA), foi aprovada com parecer favorável do relator, deputado Nilto Tatto (PT-SP). Segundo ele, o Brasil ainda aproveita pouco as águas da chuva como fonte hídrica, havendo “um terreno rico em oportunidades para serem exploradas”.

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“Estima-se que o reuso de água no Brasil alcance menos de 1% da vazão total retirada no país”, disse Tatto. Ele apresentou uma emenda de ajuste no texto, sem interferir no conteúdo.

Próximos passos
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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