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Código de defesa do contribuinte tem votação suspensa no Plenário

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O projeto que cria o código de defesa dos contribuintes (PLP 125/2022) teve a sua votação suspensa na sessão do Plenário desta quarta-feira (18). O relator da matéria, senador Efraim Filho (União-PB), já havia lido o seu voto e anunciado a sua posição sobre as emendas apresentadas em Plenário. Mas houve questionamento sobre emenda supressiva, defendida pelo líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), sobre artigo que trata dos devedores contumazes, assunto de projeto em tramitação na Câmara dos Deputados.

Sem acordo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, propôs interromper a discussão do projeto para dar tempo do assunto ser tratado entre Efraim e Wagner, com a possibilidade de ainda voltar à pauta do Plenário antes do recesso. O senador Izalci Lucas (PL-DF) lembrou que a proposta de criar um código de defesa do contribuinte, para regular e equilibrar a relação entre Fisco e os contribuintes brasileiros, é muito antiga. A primeira tentativa foi feita em 1999, pelo então senador Jorge Bornhausen (SC). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que se trata de um assunto que precisa ser enfrentado, com uma resposta do Senado e do Congresso. 

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O projeto integra um conjunto de sugestões para reformar o Código Tributário Nacional (CTN – Lei 5.172, de 1966), visando dinamizar, unificar e modernizar o processo administrativo e tributário do país. As propostas foram elaboradas pela comissão de juristas criada em 2022  pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

O colegiado foi presidido pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Regina Helena Costa. Depois que o trabalho da comissão de juristas foi concluído, Pacheco assumiu o projeto e o encaminhou para ser analisado pela Comissão Temporária de Reforma dos Processos Administrativo e Tributário Nacional (CTIADMTR).

— Esse projeto representa um avanço significativo nas relações entre o contribuinte e as administrações tributárias, promovendo transparência e segurança — afirmou Efraim, ao defender a matéria no Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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