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CMA adia votação de Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) adiou a votação do projeto de lei (PL 1.990/2024)  que institui a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. O adiamento, por 15 dias úteis, atendeu a requerimento (REQ 55/2024 – CMA) do senador Jaime Bagattoli (PL-RO). O projeto, da então senadora Janaína Farias (CE), conta com relatório favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Para Bagattoli, a Caatinga já é amparada pelas diretrizes do Código Florestal, que estabelece normas para a proteção e o uso sustentável dos recursos naturais em todo o país. O Código Florestal determina a preservação da vegetação nativa e o uso racional do território. Ainda segundo Bagattoli, uma nova legislação poderá resultar em “sobreposições normativas” que trarão insegurança jurídica, dificultando a gestão integrada das políticas ambientais. A duplicidade de leis, alegou, poderá ainda comprometer a clareza e a aplicabilidade das normas.

A criação da Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga, no entanto, tem voto favorável da relatora, Teresa Leitão, que não aponta qualquer duplicidade na legislação. De acordo com seu relatório, o PL 1.190/2024 lista objetivos “que dão à Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga, que ele cria, a devida e necessária vinculação com a realidade regional e humana desta parte importante do Brasil”. Ainda segundo Teresa Leitão, o projeto de recuperação do único bioma inteiramente nacional, o maior da Região Nordeste, “associa, sabiamente, a conservação da Caatinga com o combate à desertificação, a garantia da segurança hídrica, alimentar, e prevê estímulos à adaptação a mudanças climáticas”.

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CMA

Com 17 titulares e igual número de suplentes, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) é presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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