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CDH vai debater eleições municipais sob a ótica de gênero e raça

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) fará um balanço das eleições municipais de 2024, sob a ótica de gênero e raça, em audiência pública interativa a ser realizada nesta quinta-feira (28), com início às 9h.

A audiência tem como objetivo aprofundar a participação de mulheres, pessoas negras, povos tradicionais e população LGBTQIA+ na representatividade dos grupos majoritariamente sub-representados nos cargos eletivos, destaca o senador Paulo Paim (PT-RS), que preside a CDH e propôs a realização do debate.

No requerimento de realização da audiência pública (REQ 61/2024-CDH), Paulo Paim observa que, embora a participação política de mulheres e minorias étnicas seja essencial para a verdadeira representatividade democrática, evidências indicam que essas populações ainda enfrentam barreiras significativas para uma plena inclusão no processo eleitoral. 

Convidados

O debate contará com a participação, já confirmada, dos seguintes convidados:

  • Richelle Costa, representante do Mulheres Negras Decidem
  • Cristiane Ribeiro, co-diretora do Instituto de Estudos Socioeconômicos  
  • Luana Santos de Oliveira, ex-candidata a vereadora (PDT) em Balneário Camboriú (SC)
  • Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)
  • Pérola Sampaio, bacharel em direito, psicopedagoga clínica e institucional e integrante da Coordenação Executiva da Associação de Juristas pela Democracia e do Movimento Pretistas
  • Juliana Araujo, representante da Organização Vote LGBT
  • Munah Malek, co-diretora-executiva d’A Tenda das Candidatas
  • Maria José de Souza Silva, quilombola e lider comunitária, professora, graduada em pedagogia e pós-graduada em neuropsicopedagogia 
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Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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